sexta-feira, 13 de abril de 2018


 RELATOS DE UM EVANGÉLICO SOBRE O PURGATÓRIO


*É possível existir perdão após a morte?
*É possível haver sofrimento para alguém salvo após a morte?

Eu presumo que quem é evangélico, certamente, sem precisar abrir a Bíblia vai afirmar categoricamente que NÃO!

Bom. A minha busca por aprofundar mais o conhecimento sobre o Purgatório se deu por causa destes dois detalhes bíblicos muito relevantes, que muda tudo a respeito deste assunto;

                               Perdão e Sofrimento

- Até quando podemos receber o perdão de Deus?
- Até quando os salvos (a depender do que fez em vida) estão sujeitos ao sofrimento?

Se a sua resposta a estas duas perguntas é de que o perdão de Deus e sofrimento de todos os salvos só ocorrem aqui nesta vida terrena é porque você não leu a Bíblia com atenção!
A existência, em certos casos, de perdão e sofrimento para alguém salvo após a morte é algo que podemos verificar de forma muito clara na BÍBLIA!

JESUS disse: E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste mundo nem no mundo vindouro. (Mt 12,32)

Nota-se que Ele diz que, para o grave pecado referido não se obterá perdão nem aqui nesta vida terrena e nem na vida após a morte (mundo vindouro, século futuro).
Ora, se não existisse qualquer perdão após a morte, JESUS jamais poderia dizer que o tal não seria perdoado nem no mundo vindouro, pois, que sentido teria dizer que, algo que só podemos receber aqui nesta vida terrena não será obtido nem após a morte?

Para que isso fique bem claro, façamos uma analogia a essa situação:

Imaginemos um novato aprendendo as regras do futebol em pleno jogo:
- O juiz chega e lhe diz: “O jogador que levar cartão amarelo não fica impedido de atuar no jogo, mas se levar cartão vermelho não poderá mais atuar nem no presente jogo e nem no jogo próximo”.

Agora compare a atuação do jogador (em relação ao jogo presente e ao próximo) com a atuação do perdão de Deus (em relação ao mundo presente e ao próximo)

É evidente, é óbvio, é indiscutível que o novato jogador entenderá, pelo dito do juiz, que se não levar vermelho ele estará sujeito a atuar também no jogo próximo.
Do mesmo modo, é evidente, é óbvio, é indiscutível que o crente saberá perfeitamente, pelo dito de JESUS, que em certos casos o perdão poderá ser dado também no mundo próximo. (após a morte)

Mas, é somente aqui nesta vida terrena que estamos sujeitos a praticar o bem ou o mal, a pecar ou deixar de pecar. Usei essa analogia apenas para demonstrar, com clareza, que o que está sujeito a ocorrer após a morte é apenas o perdão de DEUS.
Sendo assim, é biblicamente incontestável que, em tal situação em que o perdão poderá ser concedido a um fiel após a sua morte, é para certo tipo de pecado que ele cometeu ainda em vida.
(NOTA: Quem morre em pecado grave não poderá ser salvo (Apocalipse 21,8), então, obviamente, o perdão pós-morte é somente para pecados leves).

Até aqui, chegamos, portanto a uma VERDADE INCONTESTÁVEL na Bíblia que nos ensina o seguinte:

EXISTE SIM A POSSIBILIDADE DE PERDÃO APÓS A MORTE!

Não sou eu quem está dizendo isto, não é o padre, nem o papa e nem o pastor;

ISTO ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA!  É A BÍBLIA QUE NOS ENSINA ISSO!


Para que possamos continuar, responda agora, baseado no que JESUS disse em Mateus cap.12, vers.32, a primeira pergunta que fiz no início:

É possível existir perdão após a morte?


Se a sua resposta for não, já não há necessidade de provar o seu erro e seria perda de tempo querer mudar a sua opinião, a qual se opõe explicitamente às Palavras do próprio CRISTO.



Vamos agora à segunda parte da questão: É possível haver sofrimento para alguém salvo após a morte?

Segundo o Apóstolo Paulo, é possível SIM! E isto está tão evidente em 1Cor, Cap3, vers.15 que não precisa nem fazer analogia:

Paulo escreveu: "Se a obra de alguém se queimarSOFRERÁ ELE DANO, mas o tal será salvo, todavia, como que através do fogo."

Vemos neste versículo uma CLARA situação de sofrimento que é impossível querer negar!
“SOFRERÁ ELE DANO!” O que isto significa? Não importa se há quem diga que isso é apenas o julgamento das obras, o que importa é que o tal irá sofrer por algo que cometeu. Trata-se, portanto, de uma situação de punição “temporária” para alguém salvo.
O oposto ocorre no versículo anterior, que diz que se a obra de alguém permanecer, o tal receberá galardão. (1Cor 3,14).
Destes dois versículos acima podemos extrair a afirmação incontestável de que o crente salvo estará sujeito tanto a receber galardão quanto a sofrer dano, isso vai depender do que ele praticou em vida.


ATENÇÃO: REPARE QUE SEMPRE QUE OS PASTORES EXPLICAM SOBRE ESSA PASSAGEM, ELES APENAS DIZEM QUE ALGUNS RECEBERÃO GALARDÃO E OUTROS NÃO. SÓ ISSO! MAS, E O “SOFRERÁ ELE DANO”, COMO FICA?  NA MAIOR INSENSATEZ, ELES VARREM PRA DEBAIXO DO TAPETE O DETALHE DO SOFRIMENTO E NENHUM “CRENTE” QUESTIONA.



E, certamente, aqui se trata de uma situação pós-morte, já que a passagem se refere ao julgamento dos salvos, no dia em que DEUS há de examinar as suas obras, e que por elas alguns receberão imediata recompensa enquanto outros terão que passar ainda por um sofrimento. Não se trata aqui de condenação, mas apenas de salvação, a qual nos é apresentada de dois modos diferentes:

- Com imediata recompensa após a morte; (1Cor 3,14)

- Através de um sofrimento “temporário” após a morte. (1Cor 3,15)

(Guarde bem isto: A BÍBLIA DESCREVE A SALVAÇÃO DE DUAS FORMAS DISTINTAS)


Mais uma vez chegamos a uma VERDADE INCONTESTÁVEL na Bíblia que nos ensina o seguinte:

É POSSÍVEL SIM HAVER SOFRIMENTO PARA ALGUÉM SALVO APÓS A MORTE!

Repito: Não sou eu quem está dizendo isto;

ISTO ESTÁ ESCRITO NA BÍBLIA!   É A BÍBLIA QUE NOS ENSINA ISSO!


Com isso, chegamos, portanto, às respostas das duas perguntas feitas no início.
Mas, e o que isto significa? O que isso acarretará na fiel e justa interpretação da Bíblia?
Bom. Imediatamente, vemos que é impossível conciliar a existência de perdão e sofrimento para uma alma salva com a existência apenas de céu e inferno:

- Pois aqueles que morrem aptos para entrarem no céu não precisam mais de perdão; E também os que morrem para o inferno jamais obterão perdão algum; (Falta algo que concilie com Mt 12,32)
- Do mesmo modo, aqueles que morrem aptos para o céu jamais poderão sofrer dano algum; E os que morrem para o inferno jamais serão salvos. (Falta algo que concilie com 1Cor 3,15)

Portanto, é biblicamente obrigatório admitir que, após a morte, existe algo que não pode ser compreendido nem como o céu e nem como o inferno; Uma realidade para onde vão as almas dos salvos que ainda necessitam de perdão e que estão sujeitas a sofrer dano. Não se sabe exatamente como é, o que realmente podemos afirmar é que, segundo a Bíblia, EXISTE SIM!
A Igreja chama essa realidade de PURGATÓRIO. Você pode até protestar contra este nome, mas não pode negar a sua existência. Ou seja,


O PURGATÓRIO EXISTE MESMO!  NÃO É UMA INVENÇÃO MEDIEVAL!



E, se existe, então por que os argumentos dos pastores evangélicos parecem ser tão convincentes? Bom. Parecem, mas não são! Pois, conhecendo de fato o Purgatório, vemos que os pastores cometem equívocos bastante evidentes. Vamos refutar os três principais:

1-“Onde na Bíblia fala que existe o Purgatório”?

- Do modo como foi apresentado aqui, e tendo conhecimento de que foi a Igreja que deu este nome (Purgatório) a uma realidade bíblica que sempre existiu, a pergunta acima é mal elaborada e talvez até ardilosa, para confundir os crentes que, com pouco conhecimento bíblico e sem nenhuma explicação Católica, dificilmente encontrarão uma resposta.  Embora possamos provar biblicamente a sua existência, o termo Purgatório não consta na Bíblia, assim como também o termo Trindade.

2- “O Purgatório é uma ofensa ao Projeto Divino de Salvação, pois se precisamos dele para nos purificar, de que adiantou o Sacrifício de Cristo”?

- Vemos aqui outro argumento equivocado que induz ao erro, pois presume que todos terão que passar pelo Purgatório, porém aqueles que, ao morrerem, já tiverem recebido em Cristo o perdão e purificação de todos os seus pecados, não precisarão passar.
E, ainda que alguém precise isso jamais ofenderia o Sacrifício de Cristo, pois o Sacrifício de Cristo nos purifica (de todos os pecados) somente aqui nesta vida terrena, quando nos arrependemos e recorremos a Ele; Enquanto o Purgatório purifica somente após a morte, os pecados leves os quais por nossa própria culpa e desleixo não houve tempo de se arrepender deles em vida. Ambos não agem ao mesmo tempo! Portanto, mesmo com a existência do Purgatório, vemos O QUÃO GRANDEMENTE nos adiantou o Sacrifício de Cristo!

3- “Se existisse o Purgatório a Obra Redentora de Jesus seria incompleta”.

- Mesmo com o Purgatório a Obra Redentora de Jesus foi sim plenamente completa! O Purgatório não é um destino a mais além de céu e inferno, só existem dois destinos: Salvação Eterna ou Condenação Eterna.
O fato é que, após a morte, a Salvação Eterna nos é descrita pela BÍBLIA de duas formas diferentes, e uma destas é o que a Igreja denomina Purgatório. Assim sendo, Purgatório é Salvação!
Na própria BÍBLIA está escrito que, mesmo após a morte, a alma de um fiel pode vir a mudar de “estágio”, passando de um período de sofrimento para o repouso eterno, alcançando a salvação (1Cor 3,15). E, tendo em vista que esse tal não poderia entrar no Paraíso sem primeiro passar por esse sofrimento, seria sensato de nossa parte julgar que neste caso a Obra Redentora de Jesus não foi completa? Evidentemente que NÃO!

Portanto, vemos que, para tentar negar o Purgatório, os pastores evangélicos sempre irão usar textos bíblicos de forma equivocada, pois são tirados de trechos que ensinam justamente o nosso aperfeiçoamento sem a precisão de ter que passar pelo Purgatório. O ideal seria não precisarmos de Purgatório; Se isso fosse levado em conta evitaria muita confusão e desentendimento a respeito deste assunto.


E, se você puder ler até o fim verá que, por incrível que pareça, é justamente sem a existência do Purgatório que a Obra Redentora de Jesus ficaria imperfeita e incompleta. Para ter CERTEZA disso, basta Imaginar uma simples situação na qual o Purgatório seria indispensável:

Supomos que um cristão, de longa data fiel e temente a Deus, cometesse um pecado leve (ex.: num momento de ânimos exaltados, dizer uma palavra ofensiva; ou num momento de distração e fraqueza, se manter por alguns segundos num pensamento pecaminoso, ou vendo uma imagem erótica, etc.) e, no mesmo instante, morresse subitamente, vítima de bala perdida disparada por bandidos. Qual seria o destino de sua alma?

Para essa e outras infinitas situações semelhantes a essa, os que omitem a existência do Purgatório serão forçados a dar respostas equivocadas para as quais não poderemos encontrar respaldo bíblico. Exemplos:

- De um lado tem os mais radicais que dizem que, nessa situação, a alma sofreria a condenação eterna, pois morreu em pecado, se este foi leve ou grave isso não importa.

Já imaginou o quão terrível e injusto seria se isto fosse verdade? Em tese, o bandido seria o principal algoz que teria levado uma pessoa boa à condenação eterna, enquanto ele próprio, depois de uma vida de roubos e homicídios, poderia, num último momento, se arrepender, converter e ser salvo para sempre. Ou seja, “o bom seria condenado, enquanto o mau, salvo”. Deus quer sim a salvação de todos, mas, neste caso, jamais permitiria uma condenação desta maneira; Ainda mais considerando que, em sua onisciência, ELE saberia que se o tal não morresse subitamente por culpa de outrem, logo se arrependeria e buscaria o perdão.  Portanto, essa posição, além de equivocada, exclui a possibilidade de haver perdão e sofrimento para alguém salvo após a morte.
(DESTE MODO PODERIA EXISTIR CONDENAÇÃO INJUSTA)


- Do outro lado tem os mais liberais que dizem que essa alma seria salva, pois no exato momento de sua conversão TODOS os seus pecados já foram perdoados em Cristo. Isso inclui os pecados do passado, do presente e do futuro, pecados leves ou graves.
(Os que defendem tal erro alegam que, por Cristo ter morrido para pagar pela penalidade de todos os pecados, o crente não precisa se arrepender e nem pedir perdão para ser perdoado, pois ele já está perdoado de TUDO. Ou seja, Já recebeu o perdão até mesmo antes de cometer o pecado, seja pecado leve ou grave.)

Mas, como já vimos, existe perdão após a morte (Mt 12,32); E com isso, podemos logo de cara derrubar essa tese, pois se toda conversão se dá necessariamente ainda em vida, como seria possível Jesus falar de perdão no mundo vindouro? Jesus disse se referindo ao futuro: “Será ou não perdoado, aqui neste mundo ou no vindouro;” Ou seja, se Ele disse “será” é porque ainda não foi! E isto vale para todos!
E se nós, crentes, já fomos perdoados de tudo, então por que Jesus nos ensinou a pedir perdão a Deus pelos nossos pecados? (Lucas 11,4) Que lógica teria pedir perdão pelos pecados que já foram perdoados?
O fato é que Jesus já pagou pelos nossos pecados futuros, isto é, já ofereceu o seu perdão. Porém nós, para sermos perdoados, precisamos (após o arrependimento) pedir e receber esse perdão que a nós já foi oferecido por Cristo na Cruz.
Portanto, essa justificativa de dizer que, na vida do crente o perdão antecede o pecado, não tem respaldo bíblico e também exclui qualquer possibilidade de haver perdão e sofrimento para alguém salvo após a morte.
(DESTE MODO A SALVAÇÃO SERIA MUITO FÁCIL)
(NOTA: Por ironia do destino, os mesmos pastores que acusam que a fé no Purgatório nos levará ao perigo de achar que a salvação seria muito fácil, são os mesmos que estão ensinando isto. Isso já demonstra o quanto eles não tem conhecimento do que estão dizendo, já que o Purgatório não purifica pecado grave).


- E, por fim, poderíamos citar aqui uma terceira vertente protestante que não é muito comum, mas que existe. São os que afirmam que a alma seria condenada, pois ainda não havia se convertido pelo fato de cometer pecado.

Ou seja, para estes senhores, o verdadeiro crente não pode mais cometer pecado algum, nem leve e muito menos grave; Tem que viver uma vida perfeita e impecável. Caso contrário, é porque ainda não aceitou Jesus. Então, será que a conversão de Paulo a caminho de Damasco não foi verdadeira? Já que muito tempo depois ele ainda se declarava pecador (Rm 7,25).
Essa posição não tem o mínimo respaldo bíblico e também exclui qualquer possibilidade de perdão e sofrimento para alguém salvo após a morte.
(DESTE MODO A SALVAÇÃO SERIA PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL)


Vemos que a ÚNICA solução para a questão apresentada seria a existência do PURGATÓRIO:
Ou seja, após a morte, a suposta alma já estaria salva e inocentada de todos os seus erros que poderiam leva-la ao inferno. E isto, graças UNICAMENTE ao Sacrifício de Jesus! Mas, por não ter tido tempo de se arrepender e ser perdoada de um pecado leve enquanto vivia na carne, ainda não está preparada para a Visão Beatífica de DEUS (Hebreus 12,14); Com isso, alcançando ela o perdão no mundo vindouro atestado por Jesus (Mt 12,32), sofrerá o dano por suas obras (1Cor 3,15) e por fim, assim como as outras almas que não passaram pelo Purgatório, essa também habitará com o Senhor (2Cor 5,8).
Portanto, admitir a existência de Céu, Inferno e Purgatório é a ÚNICA maneira de compreendermos, de forma bíblia e justa, a total perfeição da Redenção de Cristo para todas as possíveis situações!

Sendo assim, ao contrario do que dizem TODOS os pastores evangélicos, em todas as igrejas evangélicas e em milhares de vídeos no youtube:


O PURGATÓRIO EXISTE SIM!  TEM QUE EXISTIR!  PRECISA EXISTIR!  É IMPOSSÍVEL QUE NÃO EXISTA!


E não adianta mais dizer que Papa Gregório inventou o Purgatório em 593, que Tetzel vendia indulgências, que Lutero fez a Reforma, e que isso, e que aquilo, etc. Vamos deixar os fatos históricos de fora; O que vale aqui é o que está escrito na BÍBLIA!


VOCÊ TEM NOÇÃO DA GRAVIDADE DO QUE ACABOU DE LER???


Tudo bem se você não acreditava antes por ter sido ludibriado por pastores evangélicos, mas agora você já sabe! E, se depois de ler isso, você, que se diz crente, continuar saindo por aí, pregando a Palavra de Deus de forma parcial, dizendo que não existe Purgatório; Saiba de uma coisa:

O SEU DIA DE PRESTAR CONTAS VAI CHEGAR!



Mas, se quiser (ou puder) elaborar um argumento convincente para mostrar a todos que eu estou errado, então primeiro responda uma coisa:
De acordo com a Bíblia, existe a possibilidade de haver perdão e sofrimento para alguém salvo após a morte?


E conhecereis a verdade(completa), e a verdade(completa) vos libertará. (João 8,32)


                                    COMPARTILHE A VERDADE!










sexta-feira, 9 de outubro de 2015

                                                 AS IMAGENS CATÓLICAS

Talvez, a questão das imagens católicas, seja um dos principais assuntos que levam muitos católicos incautos a abandonar a Santa Igreja, por sentirem medo ao ouvir os pastores evangélicos tratar deste assunto com total desonestidade, mentira e parcialidade bíblica.
Por isso, para provar de forma mais clara, as MUITAS mentiras que as igrejas evangélicas andam ensinando a respeito das imagens católicas, vamos esclarecer este assunto por partes:

PODE OU NÃO PODE FAZER IMAGENS?

"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra." (Ex 20,4)

Este é o primeiro versículo que os evangélicos usam para atacar as imagens católicas. Só que, fazendo isso, eles não estão condenando somente as imagens católicas, mas sim toda e qualquer imagem, seja ela qual for. Pois, os evangélicos entendem que, em Êxodo 20,4, a proibição de Deus às imagens de escultura, foi uma proibição absoluta.
Porém, ao analisarmos o versículo anterior Ex 20,3 (Não terás outros deuses diante de mim.) e o posterior Ex 20,5 (Não te encurvarás a elas nem as servirás;), podemos perceber claramente que a proibição está direcionada às imagens de deuses falsos (ídolos) e não a qualquer imagem; Já que:
- Na Arca da Aliança haviam imagens de escultura (Ex 25,18);
- Deus mandou Moisés fazer uma serpente de bronze (Nm 21,8);
- No trono de Salomão também haviam várias imagens de leões (1Rs 10,19-20);
- Sem contar que os utensílios do templo era ornado com várias imagens de escultura: leões, bois, querubins, etc. (1Rs 7,29), (1Rs 6,23), (1Rs 7,25), (2Cr 3,7), (2Cr 5,8), (Ez 41,18-19).
Ao citarmos essas passagens aos evangélicos, eles tentam se defender, dizendo que essas imagens tiveram um propósito peculiar somente no Antigo Testamento, mas agora, no Novo, não se deve e nem pode mais fazer imagem nenhuma.
    Bom. No Novo Testamento, Jesus e seus discípulos frequentavam o templo de Salomão e nunca falaram nada contra as imagens de escultura do templo (Jo 10,23), (Atos 5,12). E, o próprio Jesus não condenou a confecção de imagens quando lhe foi apresentada uma;
Jesus apenas perguntou: "De quem é esta imagem e inscrição?" (Lc 20,24).
Seria uma ótima oportunidade para Jesus condenar a confecção de imagens, caso fosse absolutamente proibido.
Vale ressaltar que Judas Iscariotes era o encarregado da bolsa, que, obviamente, continha moedas com imagens confeccionadas (Jo 13,29). Ou seja, pelo menos através do dinheiro, vemos que Jesus e os apóstolos também faziam o uso de imagens.
    E, hoje em dia, praticamente toda a sociedade faz uso de imagens, seja nas moedas, fotografias, manequins de loja, brinquedos, artes plásticas, estátuas de museus, bustos de praças e universidades, impressão 3D, etc.
Suponhamos que haja evangélicos, donos de loja de roupas, que usam manequins na vitrine, moedas no caixa, que compram brinquedos (bonecos) para seus filhos, etc; E, depois saem por aí, com a Bíblia debaixo do braço, dizendo que é proibido fazer imagens; Fazendo isto, eles não estariam sendo extremamente hipócritas?
Portanto, se a questão é: pode ou não pode fazer imagens?, a Igreja Católica não comete nenhum agravo bíblico; E, todas as igrejas que pregam que é proibido fazer imagens, estão equivocadas!

                                Igreja Católica  0  igrejas evangélicas



PODE OU NÃO PODE SE PROSTRAR?

Quando alguns evangélicos são surpreendidos e não conseguem mais argumentar sobre a proibição das imagens, ao invés de reconhecer que estavam errados, eles, hipocritamente, mudam de assunto e dizem: "Pode fazer imagens, mas não pode se prostrar diante delas."
Ou seja, para eles, o erro agora já não é mais fazer imagens, mas sim se ajoelhar diante delas; Pois, eles supõem que o simples ato de se prostrar diante de alguém ou de uma imagem, significa uma adoração.
Mas, isso não tem nenhum fundamento bíblico, pois na Bíblia, o simples ato se prostrar diante de uma pessoa ou de uma imagem, não significa uma adoração!
Há versículos bíblicos que embasam a atitude do cristão de se ajoelhar diante das imagens ou das pessoas, desde que não seja para adorar.
Exemplos:

- Josué 7,6 - Josué e os anciãos se prostraram em terra perante a Arca do SENHOR até à tarde, e sabemos que na Arca havia imagens de querubins;
- Gênesis 44, 14 Judá com seus irmãos se prostraram em terra diante de José;
- 1Reis 18,7 Obadias, reconhecendo Elias, prostrou-se sobre o seu rosto e disse: És tu o meu senhor Elias?
- Atos 16,29 O carcereiro, todo trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas;
- João 13,5 Muito provavelmente, Jesus deve ter se prostrado diante dos apóstolos na última ceia, pois é muito difícil imaginar que Ele tenha permanecido de pé, no momento em que estava lavando os pés aos discípulos.

Há quem diga que Josué e os anciãos cometeram idolatria ao se prostrar diante da Arca, por isso eles foram repreendidos por Deus no vers. Js 7,10. Mas, isso não faz sentido, pois, quando Cornélio se prostrou para adorar a Pedro, ele foi imediatamente repreendido (Atos 10,26). Pedro não ficou esperando até à tarde para mandar Cornélio se levantar. E, Josué e os anciãos ficaram prostrados durante horas (até à tarde).
Além disso, a lista versículos acima, não se refere à adoração, quando alguém se prostra com a intenção de adorar, a Bíblia deixa isso claramente especificado:

Atos 10,25 E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou;
Ap 19,10 E eu (João) lancei-me a seus pés para o adorar...;
Ap 22,8 E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar.

Nestas três situações, Cornélio e João foram imediatamente repreendidos; Mas, vejam que eles não foram repreendidos apenas pelo fato de se prostrar, e sim porque se prostraram com a intenção de adorar.
Antes de julgar uma situação, precisamos saber o que levou a pessoa a se prostrar, pois a Bíblia não proíbe o ato de se prostrar, o que a Bíblia realmente proíbe é a adoração indevida.
A Bíblia é clara ao dizer que a adoração vem do íntimo do coração e não da posição do corpo.
Sendo assim, é sempre um juízo precipitado, quando um evangélico vê um católico se prostrar diante de uma imagem, e vai logo acusando-o de estar adorando aquela imagem. Seria mais prudente, ele se dirigir até o católico e perguntar pra ter certeza, pois não se deve jugar segundo a aparência (Jo 7,24).
Portanto, se a questão é: pode ou não pode se prostrar?, a Igreja Católica não comete nenhum agravo bíblico; E, todas as igrejas que pregam que o ato de se prostrar é sempre uma adoração, estão equivocadas!

                       Igreja Católica  0  igrejas evangélicas



PETIÇÕES PARA AS IMAGENS???

É incrível como ainda nos dias de hoje, alguns pastores evangélicos conseguem enganar tanta gente com uma MENTIRA tão descarada como essa! Eles dizem, com toda segurança e firmeza, que os católicos fazem suas orações e pedidos direcionados à uma imagem, esperando que tal objeto de gesso possa ouvir ou responder alguma coisa.
Em um debate sobre imagens, qual é o católico que nunca ouviu de um evangélico, uma advertência com o Salmos 115?

"Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes tem, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta." (Sl 115,4-7)

Ou seja, os evangélicos são tão ingênuos que citam este trecho, achando que estão advertindo os católicos a respeito do perigo dos ídolos; Pois eles aprenderam de seus pastores, que a Igreja Católica concede às imagens, as aptidões de um ser humano.
Porém, não existe NADA na literatura Católica que comprove as pérfidas palavras desses pastores evangélicos.
Basta observar um pouco da prática católica e podemos perceber, que a maioria dos católicos fazem as suas orações e pedidos diante das imagens em silêncio, pois nunca foi ensinado que uma imagem possa ouvir, falar ou ver alguma coisa. E, ainda que algum católico ore em voz alta diante de uma imagem, não há nada no Magistério da Igreja, que indique que a imagem possa estar ouvindo a sua oração.
    Vale ressaltar que os católicos também fazem pedidos e orações aos santos, sem a presença de suas imagens. Por que os católicos fariam isso, se é certo que as imagens precisam ouvir os pedidos? Não seria perda de tempo??
Se é a imagem que vai ouvir; Se é a imagem que vai fazer a mediação; Se é a imagem que vai trazer o resultado; Então, não deveria existir alguma norma católica proibindo os católicos de fazer suas orações e pedidos longe das imagens???
Ou seja, as acusações dos pastores evangélicos são tão precipitadas e levianas, que eles nem ao menos pensaram a respeito disso!
Essa ideia desequilibrada de dizer que, para os católicos, as imagens ouvem os pedidos, são mediadoras, intercedem, trazem resultados, não passa de fantasias criadas pela mente dos pastores evangélicos. E o pior é que ainda tem gente ("crente") que acredita nisso!!! Temos que ter muito CUIDADO com aquilo que os pastores evangélicos andam dizendo (João 8,44).

A VERDADE é que  as orações e os pedidos dos católicos estão direcionados ao Corpo Místico de CRISTO: Jesus (Cabeça) e os santos (membros), e não às suas imagens.
Há uma profunda ligação entre Cristo e os santos; Um faz parte do outro, assim como videira e ramos constituem uma única realidade (Jo 15,5; 17,21).
É através de Jesus (Cabeça) que os santos no Céu tem acesso aos pedidos dos cristãos, pois eles também participam da natureza (onisciência) divina (2Pd 1,4).

E, assim como ocorre com as orações e pedidos, o Catecismo deixa claro que, os cultos, as honras prestadas e as venerações também se dirigem ao Corpo Místico de CRISTO:

§2132 O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. De fato, "a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo Original", e "quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada". A honra prestada às santas imagens é uma "veneração respeitosa", e não uma adoração, que só compete a Deus:
O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem. (Catecismo, pág.561).

Atenção: Os cultos católicos se diferem em três tipos:
1) Culto de veneração (dulia) - culto prestado aos santos;
2) Culto de veneração especial (hiperdulia) - culto prestado à Santa Maria;
3) Culto de adoração (latria) - culto prestado somente à Santíssima Trindade.

É justo considerarmos que o ponto de vista verdadeiro em relação ao uso das imagens, é o daqueles que as usam (Igreja Católica) e não o dos que estão de fora (pastores evangélicos).
Portanto, vemos que as imagens católicas não podem jamais equiparar-se aos ídolos pagãos, pois:

os ídolos, eram para os pagãos, como que divindades feitas por mãos de homens; Os cultos (de adoração), as honras prestadas, e as orações e pedidos dos pagãos se dirigiam diretamente aos ídolos. Enquanto:
as imagens católicas, são apenas representações artísticas de uma realidade superior a elas no Céu. Por isso, elas, em si mesmas, não são cultuadas, nem honradas, nem veneradas, e muito menos adoradas, pois como vimos no Catecismo, o culto e as honras não se dirigem propriamente à elas e, quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada.
Portanto, os católicos cultuam, honram e veneram os santos (membros de Cristo), mas não as suas imagens.

(Nota: Os evangélicos não aceitam a distinção que existe entre Dulia (veneração) e Latria (adoração) e dizem que venerar é o mesmo que adorar. Eles consideram que os cultos de veneração aos santos é uma idolatria, pois nos dicionários de português, venerar é o mesmo que adorar.
Todavia, para nós, católicos, a Bíblia está muito acima de um simples dicionário, e, segundo a Bíblia, venerar não é o mesmo que adorar:
- O povo judeu também venerava seus líderes: "Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, VENERADO por todo o povo,... (Atos 5,34);
- E, a própria Bíblia manda venerar o matrimônio: "VENERADO seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula,... (Hebreus 13.4 - Bíblia protestante)
Seria correto dizer: ADORADO seja o matrimônio???
Se os evangélicos lessem a Bíblia toda, levando em conta que a mesma não foi escrita em português, saberiam que venerar não pode ser o mesmo que adorar.)

Portanto, se a questão é: os católicos fazem petições para as imagens!, isso não passa de uma mentira tola e descarada; E, todas as igrejas que pregam que os católicos fazem petições para as imagens, estão equivocadas!

                         Igreja Católica  0  igrejas evangélicas




CONCLUSÃO
Segundo a Bíblia, Jesus Cristo é a IMAGEM do Deus invisível (Cl 1,15). Por isso, seria uma grande estupidez querer comparar uma imagem de Cristo à de um ídolo (deus falso).
Ao contrário do que pensam os evangélicos, as imagens católicas tem sim um pleno consenso com o templo de Deus, pois elas representam os corpos dos santos (templos de Deus). A Bíblia diz que o templo de Deus não tem consenso é com os ídolos (2Cor 6,16).
Uma leitura honesta e justa da Bíblia, mostraria a qualquer evangélico, que o que a Bíblia condena não são as imagens, mas sim os ídolos! E, não somente os ídolos, mas também toda espécie de idolatria (Colossenses 3,5), (Efésios 5,5).
A Bíblia não manda fazer imagens de Cristo e nem dos santos, mas também não proíbe fazê-las. Dizer que não podemos fazer nada além do que está escrito na Bíblia, é apenas um preconceito dos evangélicos que é contrário à própria Bíblia, pois a Bíblia não impõe limites sobre aquilo que devemos ou podemos fazer:

"Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer."
                                                                                                (Lucas 17,10)

Sendo assim, não há nada na Bíblia que impeça a evangelização através da arte (escultura). Todavia, o grande problema dos pastores evangélicos, é querer impor à força, nas mentes das pessoas, uma prática católica que não existe. Não há NADA que justifique isso!
A Bíblia é clara ao dizer que a idolatria é intencional e explícita (1Cor 10,28);
A Bíblia também é clara ao dizer que para uma imagem se tornar um ídolo, aqueles que as fazem, tem que tê-las como imagens de deuses; Lembremo-nos do que o povo disse a respeito do bezerro de ouro:

“faze-nos deuses que vão adiante de nós." (Ex 32,1);

E o que foi que o ourives Demétrio deu a entender sobre as imagens que ele mesmo fazia?

"E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos." (Atos 19,26).

Ou seja, segundo a Bíblia, somente quem faz e usa uma imagem de escultura é que tem o direito de dizer se ela é apenas uma representação artística, ou se é um deus (ídolo).
E quem é que faz e usa as imagens católicas? Porventura não são os católicos?
E quem é que diz que as imagens católicas são ídolos (deuses)? Porventura não são os evangélicos?
Biblicamente falando, os evangélicos não tem o mínimo direito de ficarem dando palpites mentirosos a respeito das imagens católicas!
Somente a Igreja Católica é que tem o direito e a autoridade de dizer o que as imagens católicas são e o que elas representam!

                

                               CATÓLICOS VOLTEM PARA CASA!!!
                               https://www.youtube.com/watch?v=n1wKM4gt7g4












segunda-feira, 1 de junho de 2015

                                    A SALVAÇÃO PELA FÉ MAIS AS OBRAS

Antes de tratar de um assunto tão sério, vamos relembrar um pouco da história:
A “Justificação pela Fé" - Também conhecida como sola fide, é um dos conceitos basilares do luteranismo e de todas as denominações cristãs que advém da Reforma Protestante. Pode-se dizer que esse conceito religioso foi o grande causador da Reforma Protestante. Lutero inspirou-se na afirmação do apóstolo São Paulo de que "o justo viverá pela fé" (Romanos 1,17), contrariando assim a afirmação da Igreja Católica, que defendia que à fé se deviam acrescentar as boas obras a fim de se poder alcançar a salvação. Portanto, para quem não sabe, houve no passado uma disputa entre um homem (Lutero) e a Igreja.

    Se formos analisar a Bíblia mais a fundo, veremos que a salvação descrita somente pela fé, visa excluir as obras da lei e não as boas obras (Rm 3,28; Gl 2,16). Quando Paulo diz que a salvação é alcançada somente pela fé, ele está querendo mostrar aos judeus de Roma, que as obras da lei não têm nenhuma eficácia de salvação em comparação com a fé em Jesus Cristo. Por isso, ninguém será justificado diante Dele pelas obras da lei (Rm 3,20).
    Paulo diz que as obras da lei, como um meio de justificação, tende a excluir a Graça de Deus (Rm 11,6). Ou seja, a fé em Cristo não necessita das obras da lei, mas isto não significa que não careça de boas obras, pois sem elas, a fé é morta (Tg 2,17). Então, se por um lado as obras da lei não servem como um meio de justificação, por outro lado, as boas obras são vitais para a salvação, já que o homem é justificado pelas boas obras, e não somente pela fé (Tg 2,24).
    Podemos então compreender, que quando Paulo diz que a salvação não vem das obras (Ef 2,9), ele está querendo enfatizar que não devemos nos gloriar pelas boas obras, pois elas, por si mesmo, não podem salvar. Ou seja, se a fé sem as obras não salva (Tg 2,14), muito menos, as obras sem a fé (Ef 2,9).
    Devemos compreender também que as boas obras já estão embutidas na fé descrita por Paulo em Efésios 2,8 já que, a fé sem obras é morta (Tg 2,17) e fé morta não salva ninguém. Portanto, ao tratar de uma fé que salva, Paulo não iria se referir a uma fé morta, mas sim, a uma fé viva. E o que é uma fé viva?
Biblicamente falando: se uma fé morta é uma fé sem obras, uma fé viva só pode ser obviamente, uma fé com obras. Conclui-se, portanto, sem contradição alguma, que à fé devemos acrescentar as boas obras a fim de se poder alcançar a salvação.

É importante notar que os pastores evangélicos sempre estiveram cientes disso! Eles sabem muito bem que para tornar a fé viva, devemos acrescentar-lhe as boas obras. Mas, a desonestidade intelectual deles os impedem de reconhecer nas boas obras, uma eficácia de salvação. E são várias as técnicas de persuasão que os pastores evangélicos utilizam para negar a eficácia de salvação das obras. Podemos perceber isso em muitos sites protestantes.
Vejam por exemplo, o GotQuestions.org: http://www.gotquestions.org/Portugues/somente-a-fe.html#ixzz3QilSVnoP

Lá está escrito isto: “Tiago não está dizendo que a justificação se dá pela fé mais as obras,...”

Agora vamos ler o que Tiago realmente escreveu: “Vedes então que o homem É JUSTIFICADO PELAS OBRAS, e não somente pela fé." (Tg 2,24).

Não precisaria de nenhuma explicação aqui, para percebermos o desprezo que estes senhores tem pela a Bíblia, porém, não é prudente subestimar a astúcia de um pastor protestante.
Para persuadir os leitores, os pastores usaram a seguinte frase: “Se uma pessoa afirma ser crente, mas não produz boas obras em sua vida - então ela provavelmente não tem fé genuína em Cristo.”
    Reparem que os artifícios enganosos desses pastores, causa no leitor a seguinte impressão:
* As boas obras que eu produzo provém da minha fé genuína; - Então, o que me salva é a fé genuína e não as boas obras, pois as boas obras são apenas consequências da fé genuína.
    Mas, essa impressão pode ser alterada com o seguinte raciocínio:
* Quem não praticar as boas obras, jamais terá a fé genuína; - Então, por que não reconhecer também nas boas obras, um valor salvífico?
 
                                 DEU PRA PERCEBER O TRUQUE PROTESTANTE?

Ou seja, eles somaram a fé mais as obras, e deram o resultado de “fé genuína”:
(Fé + Obras = Fé Genuína) e com isso, criou-se a MENTIRA PROTESTANTE que diz que a salvação é alcançada somente pela fé, quando na verdade, é pela fé mais as obras.
    A fé precisa das obras, tanto como as obras, precisa da fé! Se excluirmos as obras a fé não pode salvar, e vice-versa. Qualquer crente que tenha o mínimo de entendimento sabe muito bem disso!

Poderíamos encerrar este assunto por aqui, no entanto, as explicações dadas até agora não seriam suficientes para convencer os evangélicos, pois é aí que eles começarão a esbravejar, com mais insistência ainda, os mesmos argumentos de sempre:

- “OBRAS NÃO PRODUZEM FÉ; MAS É A FÉ QUE PRODUZ AS OBRAS, E AS OBRAS CONFIRMAM A FÉ;”

- "A FÉ DEVE, NECESSARIAMENTE, SER TRADUZIDA EM BOAS OBRAS QUE BENEFICIAM O PRÓXIMO;"

- "É DEVIDO AO NOVO NASCIMENTO PELA FÉ, QUE SOMOS CRIADOS PARA AS BOAS OBRAS;"

- "AS BOAS OBRAS SÃO SIMPLESMENTE A MATERIALIZAÇÃO DE UMA FÉ VERDADEIRA."etc.

Vemos que para os evangélicos, as boas obras são indispensáveis apenas como evidências da salvação. Ou seja, para eles, as boas obras não são causa de salvação, mas apenas uma consequência. Podemos entender, legitimamente, que, segundo o raciocínio dos evangélicos, não existiria as boas obras, se primeiro, não existisse a fé. Mas, será que isto é verdade???
                                                   
                                                  É CLARO QUE NÃO!!!

E a prova de que isso não é verdade é esta: A FÉ NÃO PRODUZ OBRAS DE CARIDADE!

- A Fé produz o dízimo: O verdadeiro crente devolve o dízimo pela Fé. Todavia, nenhum ateu ou pessoa sem religião irá devolver o dízimo, pois eles não tem Fé em Jesus;
- A Fé produz o jejum, a oração e outras práticas religiosas: O verdadeiro crente observa os costumes religiosos pela Fé. Todavia, nenhum ateu ou pessoa sem religião irá praticar os costumes cristãos, pois eles não tem Fé em Jesus;
- Porém, a Fé não produz obras de caridade: O verdadeiro crente, pessoas sem religião e ateus são todos capazes de praticar ou não a caridade (esmola), já que a caridade é fruto do AMOR e não da .
    Dizer que as obras de caridade provém da fé, é um grave erro que passa sempre despercebido pela boca de um evangélico.
Se fôssemos analisar a vida um pagão (que sempre praticou obras de caridade), depois de se tornar cristão, seria de uma incoerência gritante dizer que as boas obras (esmola) que ele continua a praticar como cristão, seja fruto da sua fé.
    Na parábola do bom samaritano (Lc 10,30-37), Jesus nos conta que dois homens religiosos se negaram a praticar a caridade ao próximo, enquanto um samaritano, MOVIDO PELA COMPAIXÃO, atou-lhe as feridas, levou-o para uma estalagem, cuidou dele, e ainda pagou para que cuidassem dele. Reparem que a boa obra que o samaritano praticou, foi fruto da sua compaixão (amor) e não da fé.
    O grande Mandamento de Deus para a nossa Salvação requer de nós duas coisas : Fé e Amor (1João 3,23). Sendo assim, o que realmente devemos acrescentar à nossa fé para alcançarmos a salvação são as obras do amor! E, Tiago fez questão de deixar isso bem claro:

"E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,
E algum de vós lhes disser; Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
Assim também a fé, se não tiver as obras (do amor), é morta em si mesma."(Tiago 2,15-17)

                                                    PENSEM UM POUCO!
Se Tiago fez questão de salientar que a fé sem as obras do amor (esmola) é uma fé morta em si mesma, então é ÓBVIO que o homem é sim justificado pelas obras, e não somente pela fé. (Tg 2,24).
    Mas, os evangélicos não acreditam nas palavras de Tiago (Bíblia), pois eles sabem que esse é o ponto de vista católico. E, para tentar contradizer as palavras de Tiago, eles dizem que a fé se manifesta pelas obras da fé. Ou seja, as pessoas que dizem ter fé, mas não praticam as obras da fé é porque elas não têm fé. Isto faz sentido! Portanto, parabéns aos evangélicos! Eles estão corretos quanto a isso;
    Mas, e quanto ao amor? O amor também não se manifesta pelas obras do amor? Ou seja, a pessoa que diz que ama, mas não pratica as obras do amor é porque ela não tem amor. (Mesmo juízo usado pelos evangélicos). Então, por que será que os evangélicos sempre cometem a desonestidade de atribuir à Fé as obras do Amor?

O AMOR: Eis a palavra-chave que acaba com todas as dúvidas a respeito da Justificação. Por não entender o verdadeiro sentido da palavra Amor, os evangélicos se apartaram de Jesus (a Verdade). É claro que estamos falando aqui do Amor no sentido bíblico.
    A palavra AMOR nas Escrituras significa um compromisso sólido de agir sacrificialmente para com outra pessoa; Amar é dar; O amor bíblico deve ser expresso através das obras (1Jo 3,18); E não há verdadeiro amor de Deus sem as obras de caridade (1Jo 3,17). Deus nos amou com obra:

-Deus deu o Seu Filho por amor (Jo 3,16);


-O Senhor Jesus Cristo deu a Si mesmo por amor a você (Gl 2,20);


Conhecemos o Amor nisto: que Ele deu a Sua Vida por nós e NÓS DEVEMOS dar a vida pelos irmãos (1Jo 3,16). Entregar a própria vida pelos irmãos é o maior ato (obra) de amor que se pode imaginar (Jo 15,13).
Se Deus nos amou através de uma Obra que Lhe custou tão caro, então, quem somos nós para responder ao Amor (Sacrifício) de Deus somente com a fé? Portanto, para que o crente participe dos benefícios alcançados pelo Sangue de Cristo e possa alcançar a Salvação que é pela Graça, Deus impôs a ele duas coisas:

1) O Amor ao próximo (1Jo 3,14);

2) E a Fé em Cristo (Atos 16,31).

Lutero excluiu o amor (caridade), como complemento necessário à fé para se poder alcançar a salvação e desenvolveu o conceito herético de salvação somente pela Fé (Sola Fide). E hoje, infelizmente, todas as igrejas evangélicas do mundo seguem a mesma heresia de Lutero.
(Nota: Não estou dizendo que as igrejas evangélicas não pregam o amor ao próximo e a caridade, o que estou dizendo é que as igrejas evangélicas não reconhecem nas obras de caridade um valor salvífico, pois sustentam o conceito luterano de salvação somente pela fé e desprezam a importância das obras do amor para a salvação.)
    Na Bíblia, fé e amor são duas coisas distintas. E, para sermos salvos, não basta acreditar, é preciso também amar! "Pois, ainda que tivéssemos toda a fé do mundo, de maneira tal que transportasse os montes e não tivéssemos amor, isso de nada nos adiantaria." (1Cor 13,2).
E, para termos o amor citado no cap.13 de 1Coríntios, basta lermos o que diz a BÍBLIA:

"Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?
Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade." (1João 3,17-18)

Portanto, só se tem o amor de Deus através das obras (caridade). É importante notar que a Bíblia diz que:

- Pode haver fé sem amor (1Cor 13,2);

- Pode haver obra sem amor (1Cor 13,3);

- Mas, não pode haver amor sem obra (1Jo 3,17-18).

O Amor bíblico deve ser expresso através das obras e é o maior mandamento da Lei (Mc 12,30-31). Se é mandamento, então é um preceito bíblico obrigatório para a nossa Salvação. Poderíamos expressar mais claramente o Dogma Católico da seguinte forma:

       "A Salvação é alcançada pela Fé mais as obras do Amor."

E, como não pode haver verdadeiro amor sem obra (1Jo 3,17-18), chegamos, portanto, à evidente conclusão de que a Salvação Eterna é sim alcançada pela Fé mais as Obras (Dogma Católico) e não somente pela Fé (heresia protestante).
    Em Gálatas 5,6 , Paulo teve de se especificar a respeito da fé; Ele disse que em Jesus Cristo, não é somente a fé que tem valor, mas sim a fé em conjunto com o amor.

Vale ressaltar que o perdão também é obra do amor e não da fé. Já que, pessoas sem fé também são capazes de perdoar. E, a Bíblia deixa claro o quão indispensável para a salvação é o Perdão (Mt 6,15). Todavia, tanto a esmola, como o perdão ou qualquer outra obra do amor, não são suficientes para salvar ninguém se não houver primeiro, a Fé.
A fé é que dá a iniciativa para salvação, porém jamais poderemos ser salvos somente pela fé, pois a salvação só é consumada quando acrescentamos-lhes as obras do amor (esmola, perdão, misericórdia, etc.).


                                                   A SALVAÇÃO PELA GRAÇA
Os pastores evangélicos confundem seus fiéis, dizendo que o conceito católico de salvação por fé e obras implicará em uma espécie de pagamento pela salvação, demonstrando assim, que o Pagamento de Cristo não foi suficiente. Só que, não é isso o que ocorre, pois as obras (caridade) são movidas pela compaixão (amor) e não por um sentimento de dívida. Se o cristão praticar a esmola, movido por um sentimento de dívida ou esperando algo em troca, ele já não o faz por amor, e, toda obra sem amor não tem eficácia de salvação (1Cor 13,3).
*Em Lucas 10,37 Jesus nos exorta a fazermos igual ao bom samaritano. (Não sejamos incoerentes em achar que aquele samaritano se gloriava ou esperava alguma recompensa em troca de seu ato de caridade.)
    Se a Fé é um dom de Deus somente para os crentes (Ef 2,8), o amor (caridade), por sua vez, também é um dom de Deus, mas um dom universal para todos os povos e até para aqueles que não creem. Deste modo, a salvação alcançada por fé e obras é totalmente pela GRAÇA, pois, tanto a fé, quanto as obras do amor, é um dom gratuito da Graça de Deus e não vem de nós mesmos.
Portanto, ninguém deve se gloriar ou esperar algo em troca pelas obras de amor praticadas, pois o mérito de toda caridade humana é de Deus, já que o amor vem somente Dele (1Jo 4,7).

Ninguém deve se abster do amor de Deus. E, é em vista dessa vital importância das obras de amor na Bíblia, que a Igreja Católica sempre levou este ensinamento muito a sério, e até mesmo ao extremo, como podemos perceber nas frases de alguns santos doutores:

- “Pertence ao que tem fome o pão que desperdiças e ao que está nu o agasalho que conservas nos teus guardados." (São Basílio);

- “O que temos é dos pobres e somente o que lhe damos se torna nosso.” (São Camilo de Lellis);


- “O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres.” (Santo Agostinho);


- ”Rouba o alheio quem retém para si o que vai do além do necessário.” (Santo Antônio de Pádua).


Portanto, para que não reste mais nenhuma dúvida a respeito da veracidade deste santo ensinamento, basta lermos as Palavras do próprio JESUS CRISTO. Pois, foi Ele mesmo quem disse que as obras do amor (esmola) são indispensáveis para a salvação daqueles que a podem praticar:

- "Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me." (Mt 25, 34-36);


Nosso Salvador também disse que somente a Fé não é o suficiente para garantir a Salvação Eterna daqueles que podem, mas se negam a praticar as obras do amor (esmola):

- "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me." (Mt 25, 41-43);

Os que ouvirem isso do Senhor Lhe perguntará: "Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te servimos?" (Se eles perguntarão isso, é porque eles conhecem a Jesus, mas a fé deles não estará acompanhada pelas obras do amor);
Então, JESUS lhes responderá:

-"Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.” (Mt 25,45);

E irão estes (os que tiverem a fé sem as obras do amor) para o castigo eterno, porém os justos (os que tiverem a fé mais as obras do amor), para a vida eterna. (Mateus 25,46).


                              SERÁ QUE AINDA PRECISA DE MAIS ALGUMA PROVA
                                      BÍBLICA PARA ELUCIDAR A VERDADE DA
                                      SALVAÇÃO PELA FÉ MAIS AS OBRAS???


Jesus Cristo deixou bem claro que as obras do amor (esmola) tem um verdadeiro valor salvífico. E, a ausência dessas obras na vida daqueles que a podem praticar, gera a condenação. Pois, os que podem praticar o bem e não o faz, comete pecado. (Tg 4,17)
Como é então que um pastor evangélico ainda tem a coragem de abrir a Bíblia para dizer que a salvação se alcança somente pela fé?
Portanto, é bom que os evangélicos comecem logo a se desesperar, pois eles dizem que a salvação se alcança somente pela fé, mas vemos que nem mesmo a fé eles tem! Tendo em vista que a BÍBLIA que eles mesmos carregam debaixo do braço, diz claramente que as obras do amor (esmola, perdão, misericórdia, etc.) são obrigatórias, essenciais e indispensáveis para se alcançar a Salvação.

Portanto, se o pastor prega, exaustivamente, que a salvação é alcançada somente por meio da fé, e que por isso, não precisamos fazer mais nada para sermos salvos, pois Cristo já fez tudo; Isto pode significar uma perigosa heresia para o crente.
Não estou dizendo que o Sacrifício de Cristo não foi o suficiente para a nossa salvação, mas, se o crente responde ao Sacrifício de Cristo somente através da fé (sem as obras do amor), então, biblicamente falando, ele não é merecedor dos benefícios deste Sacrifício.
Somente a fé, mais as obras do amor, é que pode tornar o crente, verdadeiro e participante dos benefícios alcançados por Cristo na cruz (Tg 2,24).
    É sempre bom lembrarmos que, além da fé em Cristo, o que a Bíblia mais nos recomenda no Novo Testamento, são as obras do amor (esmola, perdão, misericórdia, etc.), já que tanto a primeira, quanto a segunda são vitais para a nossa salvação.

                   "Agora pois, permanecem a fé, a esperança                                          e o amor, estes três, mas o maior destes é o                                                                  AMOR." (1Coríntios 13,13)



Agora, se você é evangélico(a) e mesmo assim, ainda prefere acreditar no seu pastor e rejeitar tudo o que leu neste comentário, gostaria de lembrar uma coisa: este assunto (somente fé ou fé mais as obras) é o que motivou a Reforma: a separação entre a igreja protestante e a Igreja Católica. E ficou bastante claro aqui que era a Igreja (1Tm 3,15) que estava com a Verdade e não o homem Lutero.
Uma heresia sempre nos leva à outra heresia. Foi a “sola semi-scriptura” que levou Lutero para a “sola fide”. (Obs.: O conceito de “Sola Scriptura” nunca foi levado a sério no Protestantismo).
E, se os cristãos do séc.XVI, se afastaram da Igreja, motivados pela heresia de um homem, então, obviamente, TODA a estrutura do Protestantismo está contaminada.


                                      CATÓLICOS VOLTEM PARA CASA!!!
                                https://www.youtube.com/watch?v=n1wKM4gt7g4