sexta-feira, 9 de outubro de 2015

                                                 AS IMAGENS CATÓLICAS

Talvez, a questão das imagens católicas, seja um dos principais assuntos que levam muitos católicos incautos a abandonar a Santa Igreja, por sentirem medo ao ouvir os pastores evangélicos tratar deste assunto com total desonestidade, mentira e parcialidade bíblica.
Por isso, para provar de forma mais clara, as MUITAS mentiras que as igrejas evangélicas andam ensinando a respeito das imagens católicas, vamos esclarecer este assunto por partes:

PODE OU NÃO PODE FAZER IMAGENS?

"Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra." (Ex 20,4)

Este é o primeiro versículo que os evangélicos usam para atacar as imagens católicas. Só que, fazendo isso, eles não estão condenando somente as imagens católicas, mas sim toda e qualquer imagem, seja ela qual for. Pois, os evangélicos entendem que, em Êxodo 20,4, a proibição de Deus às imagens de escultura, foi uma proibição absoluta.
Porém, ao analisarmos o versículo anterior Ex 20,3 (Não terás outros deuses diante de mim.) e o posterior Ex 20,5 (Não te encurvarás a elas nem as servirás;), podemos perceber claramente que a proibição está direcionada às imagens de deuses falsos (ídolos) e não a qualquer imagem; Já que:
- Na Arca da Aliança haviam imagens de escultura (Ex 25,18);
- Deus mandou Moisés fazer uma serpente de bronze (Nm 21,8);
- No trono de Salomão também haviam várias imagens de leões (1Rs 10,19-20);
- Sem contar que os utensílios do templo era ornado com várias imagens de escultura: leões, bois, querubins, etc. (1Rs 7,29), (1Rs 6,23), (1Rs 7,25), (2Cr 3,7), (2Cr 5,8), (Ez 41,18-19).
Ao citarmos essas passagens aos evangélicos, eles tentam se defender, dizendo que essas imagens tiveram um propósito peculiar somente no Antigo Testamento, mas agora, no Novo, não se deve e nem pode mais fazer imagem nenhuma.
    Bom. No Novo Testamento, Jesus e seus discípulos frequentavam o templo de Salomão e nunca falaram nada contra as imagens de escultura do templo (Jo 10,23), (Atos 5,12). E, o próprio Jesus não condenou a confecção de imagens quando lhe foi apresentada uma;
Jesus apenas perguntou: "De quem é esta imagem e inscrição?" (Lc 20,24).
Seria uma ótima oportunidade para Jesus condenar a confecção de imagens, caso fosse absolutamente proibido.
Vale ressaltar que Judas Iscariotes era o encarregado da bolsa, que, obviamente, continha moedas com imagens confeccionadas (Jo 13,29). Ou seja, pelo menos através do dinheiro, vemos que Jesus e os apóstolos também faziam o uso de imagens.
    E, hoje em dia, praticamente toda a sociedade faz uso de imagens, seja nas moedas, fotografias, manequins de loja, brinquedos, artes plásticas, estátuas de museus, bustos de praças e universidades, impressão 3D, etc.
Suponhamos que haja evangélicos, donos de loja de roupas, que usam manequins na vitrine, moedas no caixa, que compram brinquedos (bonecos) para seus filhos, etc; E, depois saem por aí, com a Bíblia debaixo do braço, dizendo que é proibido fazer imagens; Fazendo isto, eles não estariam sendo extremamente hipócritas?
Portanto, se a questão é: pode ou não pode fazer imagens?, a Igreja Católica não comete nenhum agravo bíblico; E, todas as igrejas que pregam que é proibido fazer imagens, estão equivocadas!

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PODE OU NÃO PODE SE PROSTRAR?

Quando alguns evangélicos são surpreendidos e não conseguem mais argumentar sobre a proibição das imagens, ao invés de reconhecer que estavam errados, eles, hipocritamente, mudam de assunto e dizem: "Pode fazer imagens, mas não pode se prostrar diante delas."
Ou seja, para eles, o erro agora já não é mais fazer imagens, mas sim se ajoelhar diante delas; Pois, eles supõem que o simples ato de se prostrar diante de alguém ou de uma imagem, significa uma adoração.
Mas, isso não tem nenhum fundamento bíblico, pois na Bíblia, o simples ato se prostrar diante de uma pessoa ou de uma imagem, não significa uma adoração!
Há versículos bíblicos que embasam a atitude do cristão de se ajoelhar diante das imagens ou das pessoas, desde que não seja para adorar.
Exemplos:

- Josué 7,6 - Josué e os anciãos se prostraram em terra perante a Arca do SENHOR até à tarde, e sabemos que na Arca havia imagens de querubins;
- Gênesis 44, 14 Judá com seus irmãos se prostraram em terra diante de José;
- 1Reis 18,7 Obadias, reconhecendo Elias, prostrou-se sobre o seu rosto e disse: És tu o meu senhor Elias?
- Atos 16,29 O carcereiro, todo trêmulo, prostrou-se diante de Paulo e Silas;
- João 13,5 Muito provavelmente, Jesus deve ter se prostrado diante dos apóstolos na última ceia, pois é muito difícil imaginar que Ele tenha permanecido de pé, no momento em que estava lavando os pés aos discípulos.

Há quem diga que Josué e os anciãos cometeram idolatria ao se prostrar diante da Arca, por isso eles foram repreendidos por Deus no vers. Js 7,10. Mas, isso não faz sentido, pois, quando Cornélio se prostrou para adorar a Pedro, ele foi imediatamente repreendido (Atos 10,26). Pedro não ficou esperando até à tarde para mandar Cornélio se levantar. E, Josué e os anciãos ficaram prostrados durante horas (até à tarde).
Além disso, a lista versículos acima, não se refere à adoração, quando alguém se prostra com a intenção de adorar, a Bíblia deixa isso claramente especificado:

Atos 10,25 E aconteceu que, entrando Pedro, saiu Cornélio a recebê-lo, e, prostrando-se a seus pés o adorou;
Ap 19,10 E eu (João) lancei-me a seus pés para o adorar...;
Ap 22,8 E eu, João, sou aquele que vi e ouvi estas coisas. E, havendo-as ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava para o adorar.

Nestas três situações, Cornélio e João foram imediatamente repreendidos; Mas, vejam que eles não foram repreendidos apenas pelo fato de se prostrar, e sim porque se prostraram com a intenção de adorar.
Antes de julgar uma situação, precisamos saber o que levou a pessoa a se prostrar, pois a Bíblia não proíbe o ato de se prostrar, o que a Bíblia realmente proíbe é a adoração indevida.
A Bíblia é clara ao dizer que a adoração vem do íntimo do coração e não da posição do corpo.
Sendo assim, é sempre um juízo precipitado, quando um evangélico vê um católico se prostrar diante de uma imagem, e vai logo acusando-o de estar adorando aquela imagem. Seria mais prudente, ele se dirigir até o católico e perguntar pra ter certeza, pois não se deve jugar segundo a aparência (Jo 7,24).
Portanto, se a questão é: pode ou não pode se prostrar?, a Igreja Católica não comete nenhum agravo bíblico; E, todas as igrejas que pregam que o ato de se prostrar é sempre uma adoração, estão equivocadas!

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PETIÇÕES PARA AS IMAGENS???

É incrível como ainda nos dias de hoje, alguns pastores evangélicos conseguem enganar tanta gente com uma MENTIRA tão descarada como essa! Eles dizem, com toda segurança e firmeza, que os católicos fazem suas orações e pedidos direcionados à uma imagem, esperando que tal objeto de gesso possa ouvir ou responder alguma coisa.
Em um debate sobre imagens, qual é o católico que nunca ouviu de um evangélico, uma advertência com o Salmos 115?

"Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca, mas não falam; olhos têm, mas não vêem. Têm ouvidos, mas não ouvem; narizes tem, mas não cheiram. Têm mãos, mas não apalpam; pés têm, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta." (Sl 115,4-7)

Ou seja, os evangélicos são tão ingênuos que citam este trecho, achando que estão advertindo os católicos a respeito do perigo dos ídolos; Pois eles aprenderam de seus pastores, que a Igreja Católica concede às imagens, as aptidões de um ser humano.
Porém, não existe NADA na literatura Católica que comprove as pérfidas palavras desses pastores evangélicos.
Basta observar um pouco da prática católica e podemos perceber, que a maioria dos católicos fazem as suas orações e pedidos diante das imagens em silêncio, pois nunca foi ensinado que uma imagem possa ouvir, falar ou ver alguma coisa. E, ainda que algum católico ore em voz alta diante de uma imagem, não há nada no Magistério da Igreja, que indique que a imagem possa estar ouvindo a sua oração.
    Vale ressaltar que os católicos também fazem pedidos e orações aos santos, sem a presença de suas imagens. Por que os católicos fariam isso, se é certo que as imagens precisam ouvir os pedidos? Não seria perda de tempo??
Se é a imagem que vai ouvir; Se é a imagem que vai fazer a mediação; Se é a imagem que vai trazer o resultado; Então, não deveria existir alguma norma católica proibindo os católicos de fazer suas orações e pedidos longe das imagens???
Ou seja, as acusações dos pastores evangélicos são tão precipitadas e levianas, que eles nem ao menos pensaram a respeito disso!
Essa ideia desequilibrada de dizer que, para os católicos, as imagens ouvem os pedidos, são mediadoras, intercedem, trazem resultados, não passa de fantasias criadas pela mente dos pastores evangélicos. E o pior é que ainda tem gente ("crente") que acredita nisso!!! Temos que ter muito CUIDADO com aquilo que os pastores evangélicos andam dizendo (João 8,44).

A VERDADE é que  as orações e os pedidos dos católicos estão direcionados ao Corpo Místico de CRISTO: Jesus (Cabeça) e os santos (membros), e não às suas imagens.
Há uma profunda ligação entre Cristo e os santos; Um faz parte do outro, assim como videira e ramos constituem uma única realidade (Jo 15,5; 17,21).
É através de Jesus (Cabeça) que os santos no Céu tem acesso aos pedidos dos cristãos, pois eles também participam da natureza (onisciência) divina (2Pd 1,4).

E, assim como ocorre com as orações e pedidos, o Catecismo deixa claro que, os cultos, as honras prestadas e as venerações também se dirigem ao Corpo Místico de CRISTO:

§2132 O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. De fato, "a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo Original", e "quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada". A honra prestada às santas imagens é uma "veneração respeitosa", e não uma adoração, que só compete a Deus:
O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem. (Catecismo, pág.561).

Atenção: Os cultos católicos se diferem em três tipos:
1) Culto de veneração (dulia) - culto prestado aos santos;
2) Culto de veneração especial (hiperdulia) - culto prestado à Santa Maria;
3) Culto de adoração (latria) - culto prestado somente à Santíssima Trindade.

É justo considerarmos que o ponto de vista verdadeiro em relação ao uso das imagens, é o daqueles que as usam (Igreja Católica) e não o dos que estão de fora (pastores evangélicos).
Portanto, vemos que as imagens católicas não podem jamais equiparar-se aos ídolos pagãos, pois:

os ídolos, eram para os pagãos, como que divindades feitas por mãos de homens; Os cultos (de adoração), as honras prestadas, e as orações e pedidos dos pagãos se dirigiam diretamente aos ídolos. Enquanto:
as imagens católicas, são apenas representações artísticas de uma realidade superior a elas no Céu. Por isso, elas, em si mesmas, não são cultuadas, nem honradas, nem veneradas, e muito menos adoradas, pois como vimos no Catecismo, o culto e as honras não se dirigem propriamente à elas e, quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada.
Portanto, os católicos cultuam, honram e veneram os santos (membros de Cristo), mas não as suas imagens.

(Nota: Os evangélicos não aceitam a distinção que existe entre Dulia (veneração) e Latria (adoração) e dizem que venerar é o mesmo que adorar. Eles consideram que os cultos de veneração aos santos é uma idolatria, pois nos dicionários de português, venerar é o mesmo que adorar.
Todavia, para nós, católicos, a Bíblia está muito acima de um simples dicionário, e, segundo a Bíblia, venerar não é o mesmo que adorar:
- O povo judeu também venerava seus líderes: "Mas, levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, VENERADO por todo o povo,... (Atos 5,34);
- E, a própria Bíblia manda venerar o matrimônio: "VENERADO seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula,... (Hebreus 13.4 - Bíblia protestante)
Seria correto dizer: ADORADO seja o matrimônio???
Se os evangélicos lessem a Bíblia toda, levando em conta que a mesma não foi escrita em português, saberiam que venerar não pode ser o mesmo que adorar.)

Portanto, se a questão é: os católicos fazem petições para as imagens!, isso não passa de uma mentira tola e descarada; E, todas as igrejas que pregam que os católicos fazem petições para as imagens, estão equivocadas!

                         Igreja Católica  0  igrejas evangélicas




CONCLUSÃO
Segundo a Bíblia, Jesus Cristo é a IMAGEM do Deus invisível (Cl 1,15). Por isso, seria uma grande estupidez querer comparar uma imagem de Cristo à de um ídolo (deus falso).
Ao contrário do que pensam os evangélicos, as imagens católicas tem sim um pleno consenso com o templo de Deus, pois elas representam os corpos dos santos (templos de Deus). A Bíblia diz que o templo de Deus não tem consenso é com os ídolos (2Cor 6,16).
Uma leitura honesta e justa da Bíblia, mostraria a qualquer evangélico, que o que a Bíblia condena não são as imagens, mas sim os ídolos! E, não somente os ídolos, mas também toda espécie de idolatria (Colossenses 3,5), (Efésios 5,5).
A Bíblia não manda fazer imagens de Cristo e nem dos santos, mas também não proíbe fazê-las. Dizer que não podemos fazer nada além do que está escrito na Bíblia, é apenas um preconceito dos evangélicos que é contrário à própria Bíblia, pois a Bíblia não impõe limites sobre aquilo que devemos ou podemos fazer:

"Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer."
                                                                                                (Lucas 17,10)

Sendo assim, não há nada na Bíblia que impeça a evangelização através da arte (escultura). Todavia, o grande problema dos pastores evangélicos, é querer impor à força, nas mentes das pessoas, uma prática católica que não existe. Não há NADA que justifique isso!
A Bíblia é clara ao dizer que a idolatria é intencional e explícita (1Cor 10,28);
A Bíblia também é clara ao dizer que para uma imagem se tornar um ídolo, aqueles que as fazem, tem que tê-las como imagens de deuses; Lembremo-nos do que o povo disse a respeito do bezerro de ouro:

“faze-nos deuses que vão adiante de nós." (Ex 32,1);

E o que foi que o ourives Demétrio deu a entender sobre as imagens que ele mesmo fazia?

"E bem vedes e ouvis que não só em Éfeso, mas até quase em toda a Ásia, este Paulo tem convencido e afastado uma grande multidão, dizendo que não são deuses os que se fazem com as mãos." (Atos 19,26).

Ou seja, segundo a Bíblia, somente quem faz e usa uma imagem de escultura é que tem o direito de dizer se ela é apenas uma representação artística, ou se é um deus (ídolo).
E quem é que faz e usa as imagens católicas? Porventura não são os católicos?
E quem é que diz que as imagens católicas são ídolos (deuses)? Porventura não são os evangélicos?
Biblicamente falando, os evangélicos não tem o mínimo direito de ficarem dando palpites mentirosos a respeito das imagens católicas!
Somente a Igreja Católica é que tem o direito e a autoridade de dizer o que as imagens católicas são e o que elas representam!

                

                               CATÓLICOS VOLTEM PARA CASA!!!
                               https://www.youtube.com/watch?v=n1wKM4gt7g4












segunda-feira, 1 de junho de 2015

                                    A SALVAÇÃO PELA FÉ MAIS AS OBRAS

Antes de tratar de um assunto tão sério, vamos relembrar um pouco da história:
A “Justificação pela Fé" - Também conhecida como sola fide, é um dos conceitos basilares do luteranismo e de todas as denominações cristãs que advém da Reforma Protestante. Pode-se dizer que esse conceito religioso foi o grande causador da Reforma Protestante. Lutero inspirou-se na afirmação do apóstolo São Paulo de que "o justo viverá pela fé" (Romanos 1,17), contrariando assim a afirmação da Igreja Católica, que defendia que à fé se deviam acrescentar as boas obras a fim de se poder alcançar a salvação. Portanto, para quem não sabe, houve no passado uma disputa entre um homem (Lutero) e a Igreja.

    Se formos analisar a Bíblia mais a fundo, veremos que a salvação descrita somente pela fé, visa excluir as obras da lei e não as boas obras (Rm 3,28; Gl 2,16). Quando Paulo diz que a salvação é alcançada somente pela fé, ele está querendo mostrar aos judeus de Roma, que as obras da lei não têm nenhuma eficácia de salvação em comparação com a fé em Jesus Cristo. Por isso, ninguém será justificado diante Dele pelas obras da lei (Rm 3,20).
    Paulo diz que as obras da lei, como um meio de justificação, tende a excluir a Graça de Deus (Rm 11,6). Ou seja, a fé em Cristo não necessita das obras da lei, mas isto não significa que não careça de boas obras, pois sem elas, a fé é morta (Tg 2,17). Então, se por um lado as obras da lei não servem como um meio de justificação, por outro lado, as boas obras são vitais para a salvação, já que o homem é justificado pelas boas obras, e não somente pela fé (Tg 2,24).
    Podemos então compreender, que quando Paulo diz que a salvação não vem das obras (Ef 2,9), ele está querendo enfatizar que não devemos nos gloriar pelas boas obras, pois elas, por si mesmo, não podem salvar. Ou seja, se a fé sem as obras não salva (Tg 2,14), muito menos, as obras sem a fé (Ef 2,9).
    Devemos compreender também que as boas obras já estão embutidas na fé descrita por Paulo em Efésios 2,8 já que, a fé sem obras é morta (Tg 2,17) e fé morta não salva ninguém. Portanto, ao tratar de uma fé que salva, Paulo não iria se referir a uma fé morta, mas sim, a uma fé viva. E o que é uma fé viva?
Biblicamente falando: se uma fé morta é uma fé sem obras, uma fé viva só pode ser obviamente, uma fé com obras. Conclui-se, portanto, sem contradição alguma, que à fé devemos acrescentar as boas obras a fim de se poder alcançar a salvação.

É importante notar que os pastores evangélicos sempre estiveram cientes disso! Eles sabem muito bem que para tornar a fé viva, devemos acrescentar-lhe as boas obras. Mas, a desonestidade intelectual deles os impedem de reconhecer nas boas obras, uma eficácia de salvação. E são várias as técnicas de persuasão que os pastores evangélicos utilizam para negar a eficácia de salvação das obras. Podemos perceber isso em muitos sites protestantes.
Vejam por exemplo, o GotQuestions.org: http://www.gotquestions.org/Portugues/somente-a-fe.html#ixzz3QilSVnoP

Lá está escrito isto: “Tiago não está dizendo que a justificação se dá pela fé mais as obras,...”

Agora vamos ler o que Tiago realmente escreveu: “Vedes então que o homem É JUSTIFICADO PELAS OBRAS, e não somente pela fé." (Tg 2,24).

Não precisaria de nenhuma explicação aqui, para percebermos o desprezo que estes senhores tem pela a Bíblia, porém, não é prudente subestimar a astúcia de um pastor protestante.
Para persuadir os leitores, os pastores usaram a seguinte frase: “Se uma pessoa afirma ser crente, mas não produz boas obras em sua vida - então ela provavelmente não tem fé genuína em Cristo.”
    Reparem que os artifícios enganosos desses pastores, causa no leitor a seguinte impressão:
* As boas obras que eu produzo provém da minha fé genuína; - Então, o que me salva é a fé genuína e não as boas obras, pois as boas obras são apenas consequências da fé genuína.
    Mas, essa impressão pode ser alterada com o seguinte raciocínio:
* Quem não praticar as boas obras, jamais terá a fé genuína; - Então, por que não reconhecer também nas boas obras, um valor salvífico?
 
                                 DEU PRA PERCEBER O TRUQUE PROTESTANTE?

Ou seja, eles somaram a fé mais as obras, e deram o resultado de “fé genuína”:
(Fé + Obras = Fé Genuína) e com isso, criou-se a MENTIRA PROTESTANTE que diz que a salvação é alcançada somente pela fé, quando na verdade, é pela fé mais as obras.
    A fé precisa das obras, tanto como as obras, precisa da fé! Se excluirmos as obras a fé não pode salvar, e vice-versa. Qualquer crente que tenha o mínimo de entendimento sabe muito bem disso!

Poderíamos encerrar este assunto por aqui, no entanto, as explicações dadas até agora não seriam suficientes para convencer os evangélicos, pois é aí que eles começarão a esbravejar, com mais insistência ainda, os mesmos argumentos de sempre:

- “OBRAS NÃO PRODUZEM FÉ; MAS É A FÉ QUE PRODUZ AS OBRAS, E AS OBRAS CONFIRMAM A FÉ;”

- "A FÉ DEVE, NECESSARIAMENTE, SER TRADUZIDA EM BOAS OBRAS QUE BENEFICIAM O PRÓXIMO;"

- "É DEVIDO AO NOVO NASCIMENTO PELA FÉ, QUE SOMOS CRIADOS PARA AS BOAS OBRAS;"

- "AS BOAS OBRAS SÃO SIMPLESMENTE A MATERIALIZAÇÃO DE UMA FÉ VERDADEIRA."etc.

Vemos que para os evangélicos, as boas obras são indispensáveis apenas como evidências da salvação. Ou seja, para eles, as boas obras não são causa de salvação, mas apenas uma consequência. Podemos entender, legitimamente, que, segundo o raciocínio dos evangélicos, não existiria as boas obras, se primeiro, não existisse a fé. Mas, será que isto é verdade???
                                                   
                                                  É CLARO QUE NÃO!!!

E a prova de que isso não é verdade é esta: A FÉ NÃO PRODUZ OBRAS DE CARIDADE!

- A Fé produz o dízimo: O verdadeiro crente devolve o dízimo pela Fé. Todavia, nenhum ateu ou pessoa sem religião irá devolver o dízimo, pois eles não tem Fé em Jesus;
- A Fé produz o jejum, a oração e outras práticas religiosas: O verdadeiro crente observa os costumes religiosos pela Fé. Todavia, nenhum ateu ou pessoa sem religião irá praticar os costumes cristãos, pois eles não tem Fé em Jesus;
- Porém, a Fé não produz obras de caridade: O verdadeiro crente, pessoas sem religião e ateus são todos capazes de praticar ou não a caridade (esmola), já que a caridade é fruto do AMOR e não da .
    Dizer que as obras de caridade provém da fé, é um grave erro que passa sempre despercebido pela boca de um evangélico.
Se fôssemos analisar a vida um pagão (que sempre praticou obras de caridade), depois de se tornar cristão, seria de uma incoerência gritante dizer que as boas obras (esmola) que ele continua a praticar como cristão, seja fruto da sua fé.
    Na parábola do bom samaritano (Lc 10,30-37), Jesus nos conta que dois homens religiosos se negaram a praticar a caridade ao próximo, enquanto um samaritano, MOVIDO PELA COMPAIXÃO, atou-lhe as feridas, levou-o para uma estalagem, cuidou dele, e ainda pagou para que cuidassem dele. Reparem que a boa obra que o samaritano praticou, foi fruto da sua compaixão (amor) e não da fé.
    O grande Mandamento de Deus para a nossa Salvação requer de nós duas coisas : Fé e Amor (1João 3,23). Sendo assim, o que realmente devemos acrescentar à nossa fé para alcançarmos a salvação são as obras do amor! E, Tiago fez questão de deixar isso bem claro:

"E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano,
E algum de vós lhes disser; Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
Assim também a fé, se não tiver as obras (do amor), é morta em si mesma."(Tiago 2,15-17)

                                                    PENSEM UM POUCO!
Se Tiago fez questão de salientar que a fé sem as obras do amor (esmola) é uma fé morta em si mesma, então é ÓBVIO que o homem é sim justificado pelas obras, e não somente pela fé. (Tg 2,24).
    Mas, os evangélicos não acreditam nas palavras de Tiago (Bíblia), pois eles sabem que esse é o ponto de vista católico. E, para tentar contradizer as palavras de Tiago, eles dizem que a fé se manifesta pelas obras da fé. Ou seja, as pessoas que dizem ter fé, mas não praticam as obras da fé é porque elas não têm fé. Isto faz sentido! Portanto, parabéns aos evangélicos! Eles estão corretos quanto a isso;
    Mas, e quanto ao amor? O amor também não se manifesta pelas obras do amor? Ou seja, a pessoa que diz que ama, mas não pratica as obras do amor é porque ela não tem amor. (Mesmo juízo usado pelos evangélicos). Então, por que será que os evangélicos sempre cometem a desonestidade de atribuir à Fé as obras do Amor?

O AMOR: Eis a palavra-chave que acaba com todas as dúvidas a respeito da Justificação. Por não entender o verdadeiro sentido da palavra Amor, os evangélicos se apartaram de Jesus (a Verdade). É claro que estamos falando aqui do Amor no sentido bíblico.
    A palavra AMOR nas Escrituras significa um compromisso sólido de agir sacrificialmente para com outra pessoa; Amar é dar; O amor bíblico deve ser expresso através das obras (1Jo 3,18); E não há verdadeiro amor de Deus sem as obras de caridade (1Jo 3,17). Deus nos amou com obra:

-Deus deu o Seu Filho por amor (Jo 3,16);


-O Senhor Jesus Cristo deu a Si mesmo por amor a você (Gl 2,20);


Conhecemos o Amor nisto: que Ele deu a Sua Vida por nós e NÓS DEVEMOS dar a vida pelos irmãos (1Jo 3,16). Entregar a própria vida pelos irmãos é o maior ato (obra) de amor que se pode imaginar (Jo 15,13).
Se Deus nos amou através de uma Obra que Lhe custou tão caro, então, quem somos nós para responder ao Amor (Sacrifício) de Deus somente com a fé? Portanto, para que o crente participe dos benefícios alcançados pelo Sangue de Cristo e possa alcançar a Salvação que é pela Graça, Deus impôs a ele duas coisas:

1) O Amor ao próximo (1Jo 3,14);

2) E a Fé em Cristo (Atos 16,31).

Lutero excluiu o amor (caridade), como complemento necessário à fé para se poder alcançar a salvação e desenvolveu o conceito herético de salvação somente pela Fé (Sola Fide). E hoje, infelizmente, todas as igrejas evangélicas do mundo seguem a mesma heresia de Lutero.
(Nota: Não estou dizendo que as igrejas evangélicas não pregam o amor ao próximo e a caridade, o que estou dizendo é que as igrejas evangélicas não reconhecem nas obras de caridade um valor salvífico, pois sustentam o conceito luterano de salvação somente pela fé e desprezam a importância das obras do amor para a salvação.)
    Na Bíblia, fé e amor são duas coisas distintas. E, para sermos salvos, não basta acreditar, é preciso também amar! "Pois, ainda que tivéssemos toda a fé do mundo, de maneira tal que transportasse os montes e não tivéssemos amor, isso de nada nos adiantaria." (1Cor 13,2).
E, para termos o amor citado no cap.13 de 1Coríntios, basta lermos o que diz a BÍBLIA:

"Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus?
Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade." (1João 3,17-18)

Portanto, só se tem o amor de Deus através das obras (caridade). É importante notar que a Bíblia diz que:

- Pode haver fé sem amor (1Cor 13,2);

- Pode haver obra sem amor (1Cor 13,3);

- Mas, não pode haver amor sem obra (1Jo 3,17-18).

O Amor bíblico deve ser expresso através das obras e é o maior mandamento da Lei (Mc 12,30-31). Se é mandamento, então é um preceito bíblico obrigatório para a nossa Salvação. Poderíamos expressar mais claramente o Dogma Católico da seguinte forma:

       "A Salvação é alcançada pela Fé mais as obras do Amor."

E, como não pode haver verdadeiro amor sem obra (1Jo 3,17-18), chegamos, portanto, à evidente conclusão de que a Salvação Eterna é sim alcançada pela Fé mais as Obras (Dogma Católico) e não somente pela Fé (heresia protestante).
    Em Gálatas 5,6 , Paulo teve de se especificar a respeito da fé; Ele disse que em Jesus Cristo, não é somente a fé que tem valor, mas sim a fé em conjunto com o amor.

Vale ressaltar que o perdão também é obra do amor e não da fé. Já que, pessoas sem fé também são capazes de perdoar. E, a Bíblia deixa claro o quão indispensável para a salvação é o Perdão (Mt 6,15). Todavia, tanto a esmola, como o perdão ou qualquer outra obra do amor, não são suficientes para salvar ninguém se não houver primeiro, a Fé.
A fé é que dá a iniciativa para salvação, porém jamais poderemos ser salvos somente pela fé, pois a salvação só é consumada quando acrescentamos-lhes as obras do amor (esmola, perdão, misericórdia, etc.).


                                                   A SALVAÇÃO PELA GRAÇA
Os pastores evangélicos confundem seus fiéis, dizendo que o conceito católico de salvação por fé e obras implicará em uma espécie de pagamento pela salvação, demonstrando assim, que o Pagamento de Cristo não foi suficiente. Só que, não é isso o que ocorre, pois as obras (caridade) são movidas pela compaixão (amor) e não por um sentimento de dívida. Se o cristão praticar a esmola, movido por um sentimento de dívida ou esperando algo em troca, ele já não o faz por amor, e, toda obra sem amor não tem eficácia de salvação (1Cor 13,3).
*Em Lucas 10,37 Jesus nos exorta a fazermos igual ao bom samaritano. (Não sejamos incoerentes em achar que aquele samaritano se gloriava ou esperava alguma recompensa em troca de seu ato de caridade.)
    Se a Fé é um dom de Deus somente para os crentes (Ef 2,8), o amor (caridade), por sua vez, também é um dom de Deus, mas um dom universal para todos os povos e até para aqueles que não creem. Deste modo, a salvação alcançada por fé e obras é totalmente pela GRAÇA, pois, tanto a fé, quanto as obras do amor, é um dom gratuito da Graça de Deus e não vem de nós mesmos.
Portanto, ninguém deve se gloriar ou esperar algo em troca pelas obras de amor praticadas, pois o mérito de toda caridade humana é de Deus, já que o amor vem somente Dele (1Jo 4,7).

Ninguém deve se abster do amor de Deus. E, é em vista dessa vital importância das obras de amor na Bíblia, que a Igreja Católica sempre levou este ensinamento muito a sério, e até mesmo ao extremo, como podemos perceber nas frases de alguns santos doutores:

- “Pertence ao que tem fome o pão que desperdiças e ao que está nu o agasalho que conservas nos teus guardados." (São Basílio);

- “O que temos é dos pobres e somente o que lhe damos se torna nosso.” (São Camilo de Lellis);


- “O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres.” (Santo Agostinho);


- ”Rouba o alheio quem retém para si o que vai do além do necessário.” (Santo Antônio de Pádua).


Portanto, para que não reste mais nenhuma dúvida a respeito da veracidade deste santo ensinamento, basta lermos as Palavras do próprio JESUS CRISTO. Pois, foi Ele mesmo quem disse que as obras do amor (esmola) são indispensáveis para a salvação daqueles que a podem praticar:

- "Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo. Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me." (Mt 25, 34-36);


Nosso Salvador também disse que somente a Fé não é o suficiente para garantir a Salvação Eterna daqueles que podem, mas se negam a praticar as obras do amor (esmola):

- "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes; achando-me enfermo e preso, não fostes ver-me." (Mt 25, 41-43);

Os que ouvirem isso do Senhor Lhe perguntará: "Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te servimos?" (Se eles perguntarão isso, é porque eles conhecem a Jesus, mas a fé deles não estará acompanhada pelas obras do amor);
Então, JESUS lhes responderá:

-"Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.” (Mt 25,45);

E irão estes (os que tiverem a fé sem as obras do amor) para o castigo eterno, porém os justos (os que tiverem a fé mais as obras do amor), para a vida eterna. (Mateus 25,46).


                              SERÁ QUE AINDA PRECISA DE MAIS ALGUMA PROVA
                                      BÍBLICA PARA ELUCIDAR A VERDADE DA
                                      SALVAÇÃO PELA FÉ MAIS AS OBRAS???


Jesus Cristo deixou bem claro que as obras do amor (esmola) tem um verdadeiro valor salvífico. E, a ausência dessas obras na vida daqueles que a podem praticar, gera a condenação. Pois, os que podem praticar o bem e não o faz, comete pecado. (Tg 4,17)
Como é então que um pastor evangélico ainda tem a coragem de abrir a Bíblia para dizer que a salvação se alcança somente pela fé?
Portanto, é bom que os evangélicos comecem logo a se desesperar, pois eles dizem que a salvação se alcança somente pela fé, mas vemos que nem mesmo a fé eles tem! Tendo em vista que a BÍBLIA que eles mesmos carregam debaixo do braço, diz claramente que as obras do amor (esmola, perdão, misericórdia, etc.) são obrigatórias, essenciais e indispensáveis para se alcançar a Salvação.

Portanto, se o pastor prega, exaustivamente, que a salvação é alcançada somente por meio da fé, e que por isso, não precisamos fazer mais nada para sermos salvos, pois Cristo já fez tudo; Isto pode significar uma perigosa heresia para o crente.
Não estou dizendo que o Sacrifício de Cristo não foi o suficiente para a nossa salvação, mas, se o crente responde ao Sacrifício de Cristo somente através da fé (sem as obras do amor), então, biblicamente falando, ele não é merecedor dos benefícios deste Sacrifício.
Somente a fé, mais as obras do amor, é que pode tornar o crente, verdadeiro e participante dos benefícios alcançados por Cristo na cruz (Tg 2,24).
    É sempre bom lembrarmos que, além da fé em Cristo, o que a Bíblia mais nos recomenda no Novo Testamento, são as obras do amor (esmola, perdão, misericórdia, etc.), já que tanto a primeira, quanto a segunda são vitais para a nossa salvação.

                   "Agora pois, permanecem a fé, a esperança                                          e o amor, estes três, mas o maior destes é o                                                                  AMOR." (1Coríntios 13,13)



Agora, se você é evangélico(a) e mesmo assim, ainda prefere acreditar no seu pastor e rejeitar tudo o que leu neste comentário, gostaria de lembrar uma coisa: este assunto (somente fé ou fé mais as obras) é o que motivou a Reforma: a separação entre a igreja protestante e a Igreja Católica. E ficou bastante claro aqui que era a Igreja (1Tm 3,15) que estava com a Verdade e não o homem Lutero.
Uma heresia sempre nos leva à outra heresia. Foi a “sola semi-scriptura” que levou Lutero para a “sola fide”. (Obs.: O conceito de “Sola Scriptura” nunca foi levado a sério no Protestantismo).
E, se os cristãos do séc.XVI, se afastaram da Igreja, motivados pela heresia de um homem, então, obviamente, TODA a estrutura do Protestantismo está contaminada.


                                      CATÓLICOS VOLTEM PARA CASA!!!
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                                               O PURGATÓRIO NA BÍBLIA

Antes de explicar o Purgatório, vamos esclarecer alguns erros, que são provocados intencionalmente pelos pastores evangélicos, para poder dificultar a compreensão bíblica do Purgatório. Para isso, vamos primeiramente, ler um trecho do Catecismo que foi copiado por um site protestante (GotQuestions.org):

Purgatório: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida sua salvação eterna, passam, após sua morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do Céu.” (Catecismo, pág.290) http://www.gotquestions.org/Portugues/indulgencias-plenarias.html

No mesmo site (O que a Bíblia diz sobre o purgatório?) http://www.gotquestions.org/Portugues/purgatorio.html , os pastores dizem que a ideia de que nós temos que sofrer pelos nossos pecados após a morte é contrário a tudo o que a Bíblia diz sobre a salvação. Ou seja, para eles, dizer que nós devemos pagar pelos nossos pecados no purgatório é negar a suficiência do sacrifício de Jesus para a nossa salvação.
Só que: esses pastores não atentaram ao fato de que aqueles que passam pelo Purgatório já estão salvos, pois morreram na graça e na amizade de Deus e já tem garantida a sua salvação que foi paga pelo Sangue de Cristo.
Portanto, a pena sofrida no Purgatório não é uma ofensa ao Sacrifício salvífico de Cristo, pois o que está em questão não é a salvação, mas sim a santidade plena da alma.

Mas, para os evangélicos, a ideia de que nós devemos em qualquer sentido pagar ou sofrer por causa dos nossos pecados não está de acordo com a Bíblia. Ou seja, segundo eles, é biblicamente inadmissível a pessoa ter que sofrer ou pagar por qualquer pecado que ela tenha cometido.
Ao examinar as Escrituras vemos que isso não é verdade:

- Na parábola do rei que quis fazer contas com seus servos (Mt 18,23-35), Jesus nos diz que uma pessoa pode vir a pagar por seus pecados, caso ela não seja misericordiosa:
A parábola descreve um servo que insistia em cobrar algo que é seu por direito, mesmo sabendo que o outro não tinha como pagar. Nessa situação, o rei não poderia condená-lo, pois estaria sendo injusto com ele. O único jeito seria fazer com que esse servo também pagasse por sua dívida, que antes havia sido perdoada pelo rei (Mt 18,34). Ou seja, assim como aquele rei entregou o servo malvado aos atormentadores, Jesus nos adverte sobre a possibilidade de Seu Pai celestial também nos fazer pagar por nossos pecados (Mt 18,35);
- As Escrituras relatam algo semelhante no Evangelho de Lucas: “Digo-te que não sairás dali enquanto não PAGARES o derradeiro ceitil.” (Lc 12,59). Essa passagem não indica um pagamento material, pois estaria em contradição com Mt 18,33 que recomenda o perdão e a misericórdia a um devedor;
- Em 1Coríntios 3,15 diz: "Se a obra de alguém se queimar, SOFRERÁ ELE DANO, mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo."

Estas três passagens diz clara e abertamente sobre a possibilidade de termos que sofrer e pagar por nossos próprios pecados.
Sendo assim, é uma heresia a visão protestante que diz que é biblicamente inadmissível a pessoa ter que sofrer ou pagar por qualquer pecado que seja.
Agora que já estamos cientes disso, vamos à explicação do Purgatório:

A EXISTÊNCIA DO PURGATÓRIO - O Purgatório consiste basicamente no perdão após a morte. Mas, será que existe mesmo o perdão após a morte? Segundo o que se deduz do Evangelho de São Mateus, existe sim! Quando Nosso Senhor diz:

“Todo o que tiver falado contra o Filho do Homem será perdoado. Se, porém, falar contra o Espírito Santo, não será perdoado, nem neste século nem no século futuro” (Mt 12, 32).

Os pastores evangélicos apenas dizem que essa é uma passagem “obscura” e não diz com clareza o que é que acontece após a morte. Mas, o que importa saber é que essa passagem diz claramente que existe o perdão após a morte. Se não existisse perdão após a morte, Jesus jamais diria: “... não será perdoado nem no século futuro”.
Se Jesus fez essa grave advertência a respeito de um pecado que não pode ser perdoado nem no século futuro (após a morte), é porque existem outros pecados que podem. Esse raciocínio lógico, que demonstra biblicamente a existência do perdão após a morte, está presente no Catecismo:

§1031 No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma Aquele que é a Verdade, dizendo, que, se alguém tiver pronunciado uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (Mt 12, 32). Desta afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro. (Catecismo, pág.290)

Portanto, se o evangélico abrir a Bíblia pra dizer que não existe nenhum perdão no século futuro (após a morte), ele estará contradizendo explicitamente o que Jesus disse em Mateus 12,32.
E, o simples fato de existir perdão após a morte (no século futuro) já é o suficiente para identificarmos na Bíblia, a existência de algo a mais além de Céu e inferno;
Pois, no Céu com o Senhor, a pessoa não precisa mais de perdão, e quem vai para o inferno, já está eternamente condenado e não pode jamais ser perdoado.
Nota-se portanto, obrigatoriamente, que além de Céu e inferno, deve existir algo a mais. E, a esse algo a mais, a Santa Igreja pôs o nome de “Purgatório”. Portanto, a existência do Purgatório na Bíblia é imprescindível para a total compreensão da Salvação.


PARA QUE SERVE O PURGATÓRIO
- Para que possamos ver o Senhor face a face, é preciso que tenhamos morrido em um estado de santidade plena (Hb 12,14);
- A santidade não é uma opção, mas sim uma exigência imposta àquele que quer entrar no Céu (1Pd 1,15-16);
- Tanto o pecado leve, quanto o pecado grave nos priva de entrar no Céu, porém é somente o pecado grave que nos leva à condenação eterna. Mas, o pecado leve não tem gravidade para gerar a segunda morte (1Jo 5,17).
Com isso, poderíamos questionar algo muito importante: O que aconteceria se um cristão morresse de repente, sem ter tido tempo de se arrepender de algum pecado leve que porventura ele tenha cometido?
- Pro Céu ele não poderia ir, pois ainda não pode ver a Deus face a face (Hb 12,14);
- E, também não sejamos meninos no entendimento, de achar que Deus iria condenar um cristão ao inferno só por causa de um pecado leve.

                        CHEGAMOS, PORTANTO, A UM IMPASSE!

Sabemos que depois da morte segue-se o juízo particular (Hb 9,27) e o tempo que tínhamos para nos arrepender dos pecados foi expirado. Ou seja, se após a morte não se pode mais recorrer ao Sangue de Cristo para apagar os pecados graves, certamente, depois de morto, também não há mais como recorrer ao Sangue de Cristo para apagar os pecados leves. E, como este último não gera a morte (1Jo 5,17), só existe uma maneira para a solução desse impasse:
É como no caso da parábola do acerto de contas (Mt 18,23-35):
Que essa alma seja entregue a um tormento temporário até que pague por tudo o que deve (Mt 18,34), pois, ela só pode entrar na alegria do Céu depois de passar por uma prisão temporária (Lc 12,59), para que assim, pague por tudo aquilo que por sua própria culpa e desleixo, não foi possível que Cristo pagasse.
Veja: Não foi possível porque o arrependimento se deu após a morte, e Cristo foi imolado para pagar por nossos pecados, quando nos arrependemos ainda em vida. Se o Sangue de Cristo servisse também para pagar pelos pecados daqueles que se arrependem depois de morto, certamente, ninguém seria condenado.
E, como o Sacrifício de Cristo não tem por finalidade pagar pelos pecados dos quais não nos arrependemos em vida, somos nós mesmos que temos que pagar por eles (desde que sejam pecados leves). Este é o motivo pelo qual existe sofrimento no Purgatório (ler 1Cor 3,15).
Lembrando que quem morre em pecado grave, não tem mais a chance de se purificar no Purgatório e vai direto para o inferno.

É importante frisar que o Purgatório não é para todos, deve-se salientar que há também aqueles que vão diretamente para o Céu, o Catecismo deixa isso claro:

§1023 Os que morrem na graça e na amizade de Deus, e que estão totalmente purificados, vivem para sempre com Cristo. São para sempre semelhantes a Deus porque o veem “tal como Ele é” (1Jo 3,2), face a face (1Cor 13,12). Catecismo, pág.288

É bom esclarecer isso, pois os pastores (GotQuestions) usaram a passagem de 2Cor 5,8 para contestar de forma débil a existência do purgatório, dizendo que após a morte, estaremos habitando com o Senhor e não em um fogo se purificando. Devemos compreender que em 2Cor 5,8 , Paulo se referiu àqueles que vão diretamente para o Céu.

Voltemos a refletir sobre o versículo de 1Coríntios 3,15 : Como vimos anteriormente, os pastores do Got tentaram negar descaradamente o Purgatório, dizendo que não somos nós que passamos pelo fogo, mas sim as nossas más obras. Logo, para esses pastores, estamos livres de passar pelo fogo;
Mas, vejam a falta de raciocínio desses pastores: Se estamos livres de passar pelo fogo, então por que é que nós SOFREMOS O DANO quando as nossas obras são queimadas?
 "Se a obra de alguém se queimar, SOFRERÁ ELE DANO,..." (1cor 3,15).
Nós é que somos responsáveis por nossas obras, e, segundo 1Cor 3,15, se elas se queimar, nós é que sofremos e não as obras. Portanto, na verdade, quem passa pelo fogo somos nós mesmos.
E, essa ilustração de 1Cor 3,15, descrevendo o julgamento futuro de nossas obras (boas e más), pressupõe que há sofrimento no século futuro (após a morte) para aqueles que também são salvos: "...mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo." (1cor 3,15). Portanto, para alguns salvos, não existe somente o perdão após a morte, existe também o sofrimento.

CONCLUSÃO - Agora já podemos compreender a realidade do Purgatório somente através da Bíblia; Sabemos que após o juízo particular, a alma pode seguir três destinos: O Céu, o inferno, ou uma espécie de “prisão purificadora”(que nós chamamos de Purgatório), para que se possa alcançar o perdão do século futuro afirmado por Jesus em Mt 12,32, e assim, poder entrar na alegria do Céu.
Portanto, o Purgatório não é uma invenção da Igreja Católica, com pensam os evangélicos. A única coisa que a Igreja fez foi dar o nome de Purgatório à uma realidade que sempre existiu.
Aquele que deseja acreditar fielmente na Bíblia, não pode, jamais, negar a existência dessa realidade (Purgatório), pois, nem no Céu, e nem no inferno, poderemos dar sentido aos versículos bíblicos que dizem que há perdão (Mt 12,32) e sofrimento (1Cor 3,15) após a morte.
Se as igrejas evangélicas admitem a existência apenas do Céu e do inferno como destino para a alma, é porque a sua doutrina bíblica é parcial, incompleta e, portanto, herética.



ATENÇÃO - Mas, é bom ficarmos atentos às ciladas protestantes, pois um pastor evangélico jamais admitirá a existência do Purgatório! Eles preferem encobrir os primeiros erros com outros erros mais absurdos ainda.
Saibam que para excluir a necessidade do Purgatório, os pastores (GotQuestions) inventaram a terrível heresia que diz que no instante em que recebemos a Cristo como Salvador, TODOS os nossos pecados são perdoados. Isso inclui passado, presente, futuro, pecado grande ou pequeno.
Ou seja, para esses pastores, o verdadeiro crente já está perdoado de todo e qualquer pecado que ele ainda possa vir a cometer, mesmo sem precisar de se arrepender. Por isso eles dizem que os crentes não têm que ficar pedindo por perdão ou se arrependendo para ter os seus pecados perdoados, já que Jesus morreu para pagar pela penalidade de TODOS eles.
Sendo assim, para o protestante existe a real possibilidade de um cristão morrer em pecado grave, sem ter se arrependido, e ainda assim acabar indo direto para o Céu. Se fosse assim, então pra quê vigiar?
Portanto, dizer que a expressão “TODOS os pecados” inclui também os pecados que ainda não existe, aí já é querer abusar demais na interpretação!
Para que seja dado o perdão, é preciso que exista primeiro o pecado. Como é que pode ser dado o perdão para um pecado que ainda não foi cometido? O pecado antecede o perdão. Essa é a única lógica verdadeira.
    Mas, mesmo assim, parece que os pastores evangélicos ainda não desconfiaram das mancadas que andam cometendo. Vejam o que está escrito no site GotQuestions.org:

“Em nenhum lugar as Escrituras ensinam os crentes em Jesus a pedir a Deus por perdão.”

Será que esses “sábios pastores” esqueceram que na Bíblia existe a oração do Pai Nosso? “PERDOAI os nossos pecados” (Lucas 11,4). É difícil de entender como é que ainda tem gente que acredita que é o Espírito Santo que inspira esses pastores!

Quem quiser ler este absurdo (“Em nenhum lugar as Escrituras ensinam os crentes em Jesus a pedir a Deus por perdão.”), basta acessar o link abaixo:

Mas, acesse logo! Antes que eles apaguem esse fiasco.

Ora, se na primeira oração ensinada por Jesus, somos orientados a pedir a Deus por perdão (Lc 11,4), então como é que nós já temos todos os pecados do futuro já perdoados no instante em que O recebemos como nosso Salvador?
Portanto, se aparecer algum evangélico querendo negar o Purgatório, dizendo que todos os pecados do futuro já foram perdoados no instante em que recebemos a Cristo como Salvador, pode ficar ciente de que esse ensinamento faz parte de uma perigosa heresia protestante.

Negar o Purgatório é negar a própria Bíblia! Apesar da forte oposição das seitas evangélicas, a Igreja Católica não pode jamais desistir de ensinar aos crentes, o total depósito da Fé Cristã.
Mas, parece que a deslealdade dos pastores (GotQuestions) não tem limites, pois, não contentes em negar a totalidade da Fé Bíblica, eles ainda tem a ousadia de dizer que quem acreditar no que a Igreja Católica ensina, não será salvo.
Confira no site GotQuestions.org a seguinte frase:

“Se uma pessoa crê no que a Igreja Católica oficialmente ensina, ela não será salva.”

Ou seja, esses pastores prepotentes não creem na Bíblia toda e nem deixam que aqueles que creem, continuem acreditando. E se cumpre neles a Profecia do Messias:
“Ai de vós, pastores evangélicos hipócritas! Pois que fechais aos homens o conhecimento da Verdade; e nem vós acreditais e nem deixais acreditar aos que estão acreditando” (Mt 23,13).


                                            CATÓLICOS VOLTEM PARA CASA!!!
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                                                      O PAPADO NA BÍBLIA
 
    A Bíblia não faz referência ao papado. A própria igreja é um sacerdócio real (1 Pedro 2.9). Nenhum homem terá autoridade sobre a Igreja de Cristo sem que o Senhor o permita (João 19.11). Quanto a Pedro, que a Igreja Romana diz ter sido o primeiro papa, a Bíblia demonstra que Cristo é quem é a pedra da Igreja (Mateus 16.18; Atos 4.10,11; Efésios 2.20).
Fonte: Livro pregando poderosamente a palavra de Deus
Autor : Silas Malafaia
Read more: http://www.mefibosete.com/2012/10/silas-malafaia-resposta-ao-catolicismo.html#ixzz3CvnY3F00

RESPOSTA CATÓLICA: Para compreender melhor o Papado, primeiro vamos ver qual é o significado do termo “Papa” para os cristãos: Possivelmente provém do latim Papa, do grego πάππας, que quer dizer uma palavra carinhosa para pai.
Mas então, quando e como o termo “Papa” passou a ser utilizado na Igreja? Provavelmente, logo no início e, por causa da tradição dos apóstolos. Se analisarmos melhor a Bíblia, veremos que já era costume os apóstolos chamarem os primeiros crentes carinhosamente de “filhos”:
Paulo chama Timóteo de filho (1Tm 1,18) e faz o mesmo com Onésimo (Filemom 1,10) e também com Tito (Tito 1,4), e com os Gálatas (Gl 4,19), sem contar as várias vezes que João se refere aos crentes como “filhinhos”(1Jo 2,1), (1Jo 2,18), (1Jo 3,7), (1Jo 4,4), (1Jo 5,21).
    Ora, se os cristãos já eram chamados carinhosamente pelos apóstolos de filhos, é de se supor que eles também chamavam os apóstolos, carinhosamente, de pais. Sendo assim, existe aqui um forte pressuposto bíblico que nos indica que, desde o início da Igreja, os crentes já chamavam os apóstolos, carinhosamente, de “pais”, já que este costume foi mantido pelos apóstolos e todo o povo para com os “pais” da Antiga Aliança:
- A mulher samaritana chama Jacó de pai (Jo 4,12);
- Paulo chama Abraão e Issac de pai (Rm 4,12),(Rm 9,10);
- Tiago chama Abraão de pai (Tg 2, 21).
E aqui fica claro que, por causa da passagem de Mateus 23,9, a antipatia que os evangélicos tem com este antigo costume cristão de chamar os seus líderes espirituais, carinhosamente, de “pais” (padres e papas), não passa de um erro de interpretação.
    Bom. Já vimos que os termos carinhosos (padres e papas) usados pelos crentes para com os pais da fé, no início da Igreja, não é nenhum mistério bíblico. Mas então, como perceber na Bíblia a primazia de um destes “pais da fé” que deu origem ao Papado?
    Primeiramente, temos que entender alguns pontos do raciocínio daqueles que tentam negar o papado, para que depois possamos entender melhor o papado:
    Os pastores (GotQuestions) dizem que Pedro, em nenhum versículo, clama para si mesmo supremacia sobre os outros apóstolos, e também dizem que em nenhum lugar, dentre o que escreveu (I e II Pedro), Pedro chama para si qualquer papel especial, autoridade ou poder sobre a igreja.
    Vejam que o erro está no modo como o protestante contesta papado, pois ficar se exaltando como superior é falta de humildade e não foi esse o exemplo que Pedro recebeu de Jesus (Jo 13,14). Quando os apóstolos discutiam sobre qual deles seria o maior, Jesus respondeu: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”. (Mc 9,35). Pedro nunca se considerou acima dos outros, mas isso não significa que ele não tenha ocupado uma posição superior e de destaque entre os apóstolos. Portanto, não temos que ficar buscando palavras da boca de Pedro, pois são as próprias Escrituras que afirmam a sua supremacia apostólica:

PRIMAZIA DE PEDRO - Em toda comunidade ou instituição existe um líder, um superior que tem o seu nome sempre posto em evidência. Na lista dos Doze, os Evangelhos sinóticos apresentam o nome de Pedro sempre em primeiro lugar, enquanto o de Judas, fica em o último (Mt 10,2), (Mc 3,16), (Lc 6,14). Apenas uma coincidência? Certamente não! O primeiro nome da lista demonstra um privilégio de primazia, enquanto a posição do último é um sinal de desonra, reservado para aquele que foi o traidor.
    E em outras duas listas (Jo 21,2), (Atos 1,13) os Autores Sagrados também dão primazia ao nome de Pedro, reforçando ainda mais a sua supremacia entre os apóstolos.
    Em outros trechos bíblicos podemos perceber uma clara distinção entre Pedro e os outros discípulos:
- Quando as mulheres são enviadas para anunciar aos discípulos a Ressureição, o mensageiro faz uma distinção entre o nome de Pedro e os outros discípulos (Mc 16,7);
- Quando os Judeus recorreram aos apóstolos (Atos 2,37), e quando os apóstolos responderam ao sumo sacerdote (Atos 5,29), somente o nome de Pedro é posto em evidência;
- Quando Jesus pergunta: Quem é que me tocou? Somente o nome de Pedro é evidenciado dentre aqueles que responderam (Lc 8,45). No monte da Transfiguração ocorre o mesmo (Lc 9,32). E também quando Jesus era seguido (Mc 1,36);
- Somente Pedro é quem teve a Fé garantida pela intercessão do próprio Jesus: “Simão, Simão, eis que Satanás pediu permissão para peneirar-VOS.” (Lc 22,31). Reparem Jesus dizendo que Satanás pediu permissão para peneirar a todos eles e não somente a Pedro. No entanto, Jesus roga somente por Pedro: Mas eu roguei por ti (Pedro). Por que Jesus não rogou por todos, visto que todos seriam também peneirados? Certamente, Jesus rogou por todos sim, mas rogou de uma forma especial através de Pedro porque Pedro recebeu do Senhor um ministério especial; Querendo salvar a todos, Jesus roga por Pedro, querendo o bem da Igreja inteira, Jesus dá uma assistência ao líder: “Para que a tua fé não desfaleça; e tú, quando te converteres, confirma teus irmãos” (Lc 22,32). Aqui nós vemos claramente que Pedro recebeu de Jesus um papel especial e de maior responsabilidade em relação aos outros.
    E, como o primeiro responsável pela Igreja, muitas vezes, era Pedro quem tomava a palavra (Atos 1,15), (Atos 2,14), (Atos 2,38), (Atos 3,12), (Atos 4,8), (Atos 5,3), (Atos 8,20);
- Quando Jesus ressuscitou, Ele fez questão de aparecer pessoalmente, numa aparição individual a Pedro. Nós temos esta aparição atestada naquilo que é o documento mais antigo a respeito da Ressureição de Cristo, a primeira carta de Paulo aos Coríntios. Paulo diz: “Eu, transmiti para vocês aquilo que eu também recebi: que o Senhor ressuscitou, apareceu a Cefas (Pedro), e depois aos doze” (1Cor 15,5). Essa aparição privada a Pedro está presente também no Evangelho de Lucas (Lc 24,34). Com isso, Jesus, quer primeiramente confirmar a fé de Pedro, quer dá solidez, para que, como testemunha pessoal e íntima da ressureição do Senhor, ele pudesse confirmar a fé de toda a Igreja;
- No capítulo 15 de Atos dos apóstolos, naquele que foi considerado o primeiro Concílio da Igreja, Pedro se levanta no meio de todos e diz que há muito tempo Deus o elegeu dentre eles, para anunciar o Evangelho aos gentios (Atos 15,7). A primazia de Pedro já não era mais novidade, pois todos ali sabiam da assistência particular e individual que ele tinha recebido do Cristo.
    Com tantas passagens evidenciando o nome de Pedro, e a forma individual como ele foi tratado por Cristo, é preciso muita desonestidade para negar o seu papel especial e sua maior responsabilidade e autoridade na Igreja.
    Assim, podemos perceber, claramente, uma primazia e liderança que Pedro teve entre os apóstolos. E, é da natureza de um líder exercer autoridade sobre os demais. Porém, aqui é muito importante esclarecer algo que é fundamental para a compreensão bíblica do Papado:
A autoridade exercida por Pedro, assim como a autoridade exercida por um Papa, não é uma autoridade individual e absoluta sobre os outros apóstolos ou sobre a Igreja. Os pastores (GotQuestions) não entendem isso e acabam distorcendo as coisas. Com o propósito de negar o papado, eles dizem que a autoridade de Pedro era compartilhada pelos outros apóstolos (Efésios 2,19-20), e que a autoridade de “ligar e desligar” a ele atribuída era, da mesma forma, dividida entre os outros discípulos (Mt 18,18). Mas, quem foi que disse para os pastores do Got que estas citações bíblicas estão em desacordo com o papado? Vejam que a autoridade do Papa também é compartilhada com os outros apóstolos (bispos):
§884 O colégio dos Bispos exerce o poder sobre a Igreja inteira, de forma solene, no Concílio Ecumênico. (Catecismo, pág.254);
§884 Cada bispo, individualmente, é o princípio e o fundamento da unidade na sua Igreja particular. Como tal, exerce a sua autoridade pastoral sobre a porção do povo de Deus que lhe foi confiada. (Catecismo, pág.254).
    E, segundo o mesmo Catecismo, a autoridade de ligar e desligar atribuída ao Papa, também é dividida entre os bispos (apóstolos):
§881 “...Porém, o múmus de ligar e desligar, que foi dado a Pedro, consta que também foi dado aos apóstolos, unidos ao seu chefe.” (Catecismo, pág.253).

INFALIBILIDADE PAPAL - Também existe muita deturpação protestante a respeito da “Infalibilidade Papal”. Para que o protestante entenda a “Infalibilidade Papal” na Bíblia, ele deve entender como é que ela se dá na prática. Ou seja, não adianta ficar vasculhando a Bíblia atrás de versículos que comprovem a infalibilidade individual de Pedro, pois na prática, sabemos que quem é infalível é a Igreja (1Tm 3,15). O papel do Papa (Pedro) é estar à frente para confirmar a Infalibilidade da Igreja e anunciar aos cristãos os ensinamentos doutrinais que foram estabelecidos por todo o Colégio apostólico (Atos 16,4).
    Quando um Papa anuncia algo como ex cathedra, aquilo não pode mais ser objetado por ninguém, porém, devemos compreender que o que foi anunciado pelo Papa, não veio somente dele, mas sim de toda Igreja (Magistério) e cristão nenhum deve objetar os ensinamentos da Igreja (1Tm 3,15).
    Mas, infelizmente, quando se fala em “Infalibilidade Papal”, os protestantes pensam que é somente o Papa que tem o poder de receber de Deus o ensinamento infalível. Se assim fosse, não seria preciso a realização dos concílios. Sabemos que todo ensinamento infalível deve vir da Igreja (Magistério), pois foi o próprio Cristo quem quis conferir à sua Igreja, uma participação em sua própria infalibilidade (1Tm 3,15). Portanto, para se compreender a prática da “Infalibilidade Papal” na Bíblia, basta buscarmos um versículo que comprove a Infalibilidade da Igreja (Magistério):
§891 “A infalibilidade prometida à Igreja reside também no corpo dos bispos, quando exerce o seu Magistério supremo em união com o sucessor de Pedro, sobretudo num concílio ecumênico”. (Catecismo, pág. 255)

SUCESSÃO APOSTÓLICA - É somente na estrutura magisterial da Igreja que se encontra a infalibilidade de ensino. Essa estrutura chegou aos nossos dias, graças à sucessão apostólica. Mas, sabemos que o Protestantismo abomina o conceito de sucessão apostólica. Os pastores (GotQuestions) falam que nem Pedro, nem qualquer outro apóstolo, teria afirmado que sua autoridade apostólica seria passada a seus sucessores. Ou seja, para eles, a sucessão apostólica foi forjada pela Igreja Católica nos versos (2Tm 2,2; 2Tm 4,2-5), (Tito 1,5; Tito 2,1; Tito 2,15), (1Tm 5,19-22).
    Mas, se analisarmos a Bíblia mais a fundo, veremos que é impossível negar a sucessão apostólica:
1) O Pai nos enviou o Seu Filho Jesus, que desenvolveu uma doutrina de autoridade no ensino (Mt 7,29);
2) Antes de voltar para o Pai, Jesus envia e concede aos apóstolos a mesma autoridade de ensino na Igreja (Jo 20,21), (Mt 10,40);
3) E uma das promessas que Jesus fez a Pedro (Mt 16,19) e aos Apóstolos unidos a Pedro (Mt 18,18), é que tudo o que eles ligarem na Terra, Ele ligaria no céu. Portanto, o ministério de “ligar e desligar” na Igreja, pertence aos apóstolos;
4) E, para dar continuidade a reconciliação na Igreja, Jesus também concede ao Colégio Apostólico o ministério de reter e perdoar pecados (Jo 20,23);
5) Após a Ascensão de Cristo, o Colégio Apostólico passa a ocupar o primeiro lugar na Igreja (1Cor 12,28).
Reparem que o Ministério que Cristo concedeu aos primeiros Apóstolos, deve ser exercido de forma permanente na Igreja (1Cor 12,28). Ou seja, enquanto existir o Corpo de Cristo (Igreja), é necessário que exista também apóstolos para desempenhar as funções apostólicas da Igreja. Acontece que os primeiros apóstolos já morreram e os protestantes acham que eles não passaram a autoridade apostólica deles pra ninguém. Se assim fosse, nós não poderíamos mais ter aquela Igreja completa do séc.I, com apóstolos ensinando, “ligando e desligando”, perdoando e retendo pecados, etc. Será que essas atribuições apostólicas concedidas por Cristo, só foram necessárias à Igreja do primeiro século? Obviamente, Não! Por isso, Jesus concedeu aos apóstolos, não somente aos primeiros, mas também aos que viriam depois, usufruir do primeiro lugar na hierarquia da Igreja (1Cor 12,28).
    Portanto, não é necessário que haja um versículo dizendo que Pedro ou qualquer outro apóstolo tenha afirmado explicitamente que a sua autoridade apostólica seria passada aos seus sucessores, pois isso é óbvio! A única maneira de se manter outras pessoas exercendo as funções apostólicas na Igreja é através da sucessão apostólica. Por isso, a Bíblia nos mostra apóstolos morrendo e novos apóstolos sendo ordenados. Devido à morte do primeiro apóstolo, Pedro (líder) toma a iniciativa para se eleger outro apóstolo (Atos 1,15-26). E assim por diante. A Bíblia relata ainda a morte de mais um apóstolo (Atos 12,2) e o acréscimo de mais dois apóstolos na Igreja (Atos 14,14).
    É claro que com o aumento de cristãos, a Igreja passou a precisar de um número cada vez maior de apóstolos. Portanto, por mais claro que fique a sucessão apostólica na Bíblia, sabemos que ela sempre vai ser uma “pedra no sapato” dos protestantes, e por motivos óbvios: Eles romperam com a Igreja Apostólica.

BISPO DE ROMA - Outro ponto em que os protestantes contestam o Papado sem nenhum fundamento lógico, é a questão a respeito do título papal “Bispo de Roma”. Os pastores (GotQuestions) dizem que nem ao menos uma vez sequer, as Escrituras ensinam que o Bispo de Roma deveria ter supremacia sobre a Igreja, e que as Escrituras nem ao menos explicitamente registram que Pedro sequer tenha estando em Roma.
    Mas, ao verificar o motivo pelo qual o “Bispo de Roma” passou a ser um título do Papa, veremos que são cometidos muitos equívocos protestantes:
A origem do “Bispo de Roma” como superior da Igreja, vem do fato de que em Roma foi sepultado o corpo de Pedro, o primeiro líder da Igreja. Com isso, os apóstolos que sucederam Pedro passaram a serem bispos na cidade onde ele foi sepultado. Convém lembrar que na Igreja Católica, todo bispo é um apóstolo, ou seja, o título papal “Bispo de Roma” é recebido somente pelo apóstolo que ocupa o lugar do líder.
Portanto, não importa se Pedro foi ou não bispo de Roma, pois os seus sucessores não são necessariamente sucessores do bispo de Roma, mas sim sucessores do líder da Igreja. O que nos importa é que Pedro foi líder da Igreja e o seu corpo foi sepultado em Roma. Sendo assim, é lógico que não iremos encontrar nenhuma instrução bíblica dizendo que o Bispo de Roma deveria ter supremacia sobre a Igreja, pois as Escrituras, quando foram escritas, não havia narrado Pedro como bispo de Roma, e nem a morte ou o local do seu sepultamento.
É bom esclarecer coisas desse tipo, pois a tática enganosa dos protestantes consiste em perguntar ao católico, onde está escrito na Bíblia, alguma coisa que não está escrito na Bíblia.
    E também, não podemos usar precipitadamente a Bíblia para provar que Pedro nunca esteve em Roma, já que Jesus disse aos apóstolos: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). E, como Pedro era o único apóstolo preparado para pregar o evangelho tanto aos judeus (Gl 2,7), como aos gentios (Atos 15,7), é bem provável que ele também tenha ido a Roma para expandir o cristianismo.
    Não há nenhum versículo dizendo que Pedro nunca esteve em Roma, portanto, biblicamente, é mais provável que ele tenha estado lá.

REPREENSÃO AO PAPA - Os protestantes também costumam usar muito aquela passagem de Gálatas, cap.2, vers.11 para dizer que Pedro era repreensível, e que, portanto, ele não poderia ter sido papa. Este argumento não tem fundamento, pois o Papa só é irrepreensível quando está ensinando algo que foi estabelecido pelo Magistério da Igreja.
Na ocasião em que Pedro foi repreendido, ele não estava ensinando nenhuma doutrina ao povo, pelo contrário, ele estava querendo ocultar do povo o seu mau comportamento, que era de fingimento, como de pessoa de “duas caras”.
Paulo repreende a Pedro dizendo: “Nós somos Judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios” (Gl 2,15), e mais adiante: “Se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado?” (Gl 2,17). Ou seja, Paulo deixa claro que a dura repreensão a Pedro foi pelo fato dele estar cometendo pecado. E um papa também está sujeito ao pecado.

CELIBATO SACERDOTAL - É importante frisar também o fato de Pedro ter sido casado, pois os protestantes também usam muito este assunto para negar que Pedro foi papa. Mas, os protestantes ignoram que Pedro já era casado antes de conhecer Jesus, e também, obviamente, antes de se tornar papa. No entanto, Pedro diz ter deixado tudo pelo seu ministério (Mc 10,28). Em resposta a Pedro, Jesus cita uma relação de renúncias que contém até esposa e filhos (Mc 10,29), depois, a esposa é excluída da lista de recompensas (Mc 10,30), dando nisto a entender que Pedro abriu mão até do seu direito de levar consigo uma esposa (1Cor 9,5), e tenha vivido o celibato no exercício do seu ministério.
    Ora, se Pedro deixou tudo para exercer o seu ministério, presumamos que se ele tivesse conhecido Jesus antes de se casar, após se tornar papa, ele não teria mais se casado.
Assim como São Pedro, também houve na história da Igreja, vários sacerdotes casados, que deixaram esposa e filhos a fim de se tornarem papa. Mas, a maioria dos protestantes ignora que aos bispos e padres não era proibido o matrimônio durante os primeiros dez séculos. Somente no ano de 1215, com o Concílio de Latrão IV, é que foi reiterada a proibição da ordenação de homens casados.
O celibato sacerdotal não era uma obrigação no início da Igreja, porém, com o aumento de fiéis e a necessidade de uma vida pastoral intensa do sacerdote, a Igreja (Magistério) resolveu estabelecer o celibato aos sacerdotes através do seu ministério de “ligar e desligar”. Ou seja, o celibato não é um Dogma de fé, mas sim um dom pastoral que pode ser discutido pelo Magistério da Igreja. Portanto, dizer que Pedro nunca foi papa por ter sido um homem casado é um argumento que não tem nenhum fundamento sólido.

A PEDRA - E, finalmente, tem também a velha questão sobre quem seria a “pedra” referida por Jesus em Mateus, cap.16, vers.18. Os protestantes insistem em dizer que essa “pedra” seria o próprio Jesus. Mas, isso não faz sentido! Pois, se a pedra fosse o próprio Jesus, que sentido teria a declaração feita a Pedro?
Jesus declarou: “Pois também eu te digo que tú és Pedro,...” Repare que Pedro não havia interrogado a Jesus dizendo: E tú, quem dizeis que eu sou? E mesmo assim, Jesus lhe fez uma declaração, como se Pedro lhe tivesse perguntado isso. Quem fez tal pergunta foi somente Jesus (Mt 16,15), e em resposta a ela, Pedro fez uma declaração: “Tú és o Cristo, o Filho de Deus vivo.” Se após essa declaração de Pedro, Jesus apenas respondesse: “Pois, também eu te digo que sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja...” Aí sim! A Pedra seria de fato o próprio Jesus. Mas, acontece que a declaração que Pedro fez a Jesus, foi retribuída com outra declaração de Jesus a Pedro, para que ninguém tivesse dúvida de que a “pedra” sobre a qual Ele edificaria a Sua Igreja seria o Apóstolo Pedro; O mesmo Apóstolo e líder que depois recebera do Cristo Ressuscitado, o Ministério papal de apascentar toda Igreja (João 21, 15-17).
    É importante salientar que Jesus também é Pedra, mas Jesus é a Pedra Invisível e Espiritual (1Cor 10,4), eleita e preciosa (1Pd 2,6), infinitamente superior a Pedro, que é apenas a pedra visível da Igreja. Os protestantes costumam fazer uma confusão intencional, não diferenciando a pedra que foi Pedro da Pedra que é Jesus.

CONCLUSÃO - E, pra finalizar, deixo claro que o Papa não é o dono da Igreja, mas sim um servo dela. Ele está obrigado a ensinar o que a Igreja sempre ensinou. Com isso, a autoridade de um Papa não está acima da Igreja como pensam os protestantes. O Papa é um servo de Deus, que recebeu uma assistência especial de Nosso Senhor Jesus Cristo para atestar, em comunhão com todos os apóstolos, onde está a Verdade. Isso significa que o Papa não pode decretar algo que não está em sintonia nem com a Igreja e nem com a Tradição; Ele não pode contradizer explícita e diretamente aquilo que seus predecessores decretaram. Não tem poderes divinos, é simplesmente um servo com a missão de guardar o depósito da fé. O poder de atestar onde se encontra a verdade foi dado por Jesus Cristo ao Magistério infalível da Igreja (1Tm 3,15) e não a qualquer pessoa, como crê o protestante. O serviço que o Papa desempenha está vinculado a Deus; Ele só pode declarar aquilo que está contido no depósito da fé; e não pode jamais contradizer - sob pena de cair todo o edifício da Igreja - aquilo que os seus predecessores declararam.
    Portanto, é a Igreja de Cristo que está muito acima da autoridade de um Papa. A lente distorcida dos pastores protestantes retrata um Papa irreal e imaginário. Os títulos papais são sempre mal interpretados e usados para distorcer a real imagem de um verdadeiro Papa. E quando se encontra um título que não serve, eles o ignoram.
    Servo dos Servos de Deus (Servus Servorum Dei) é um dos títulos oficiais do Papa e é utilizado desde o século VI. Nemhum pastor protestante jamais teve a coragem de usar esse título para descrever um Papa. E o motivo é óbvio: o Papa é rebaixado e humilhado. Esses astutos pastores sabem que o título “Servo dos servos de Deus” coloca o Papa como o último diante dos homens e o primeiro diante de Deus (Mc 9,35). Por isso, eles sempre esconderam esse título dos evangélicos.
    Quando um católico se ajoelha diante de um Papa, faz-se o maior barulho no meio protestante. Mas, quando um Papa se ajoelha e lava os pés de um fiel, nenhum protestante tem a coragem de abrir a boca. Eu nunca vi um católico beijar os pés de um Papa, mas, já vi um Papa (Francisco) lavar e beijar os pés de um católico (Cartaz da CF 2015). Pois, foi esse o exemplo que Cristo nos deu; Um gesto de humildade e obediência a Cristo, que sempre foi mantido na Igreja dAquele que O ensinou. Também, um gesto mal visto e desprezado por aqueles que abandonaram a Igreja do Senhor, achando que tal gesto significa uma adoração.


                                                     CATÓLICOS VOLTEM PARA CASA!!!
                                              https://www.youtube.com/watch?v=n1wKM4gt7g4

                  COMO IDENTIFICAR UMA HERESIA PROTESTANTE  (A TRADIÇÃO)

 Cristo é o cabeça da Igreja Verdadeira, cada crente é considerado o santuário de Deus (1 Coríntios 3.16) e jamais deve submeter-se à autoridade papal. A Igreja Verdadeira é liberta pela Verdade (João 8.32), fala abertamente a Palavra de Deus, como fez Jesus, e jamais se submeterá aos preceitos e tradições de homens.
Fonte: Livro pregando poderosamente a palavra de Deus
Autor : Silas Malafaia
Read more: http://www.mefibosete.com/2012/10/silas-malafaia-resposta-ao-catolicismo.html#ixzz3CvnY3F00

RESPOSTA CATÓLICA: Vamos analisar e rebater uma por uma de todas essas colocações equivocadas que o pr. Silas Malafaia fez:
- “Cristo é o cabeça da Igreja Verdadeira, cada crente é considerado o santuário de Deus” (1Cor 3,16);
Resp.: Considerar cada crente como o santuário de Deus, não é um respaldo bíblico capaz de torná-lo individualmente Igreja Verdadeira, pois o Corpo (Igreja) não pode ser um só membro, mas muitos (1Cor 12,14).

- “E jamais deve submeter-se à autoridade papal."
Resp.: A autoridade papal não é a autoridade apenas de um homem, mas sim a autoridade de todos os apóstolos. E, o colégio apostólico representa a autoridade de toda a Igreja (1Cor 12,28). Cristo concedeu a Sua infalibilidade (1Tm 3,15) e a Sua autoridade (Mt 18,17) à Igreja. Portanto, o cristão que rejeita a autoridade apostólica (papal), está rejeitando a autoridade de Cristo (Lc 10,16).

- “A Igreja Verdadeira é liberta pela Verdade (João 8,32), fala abertamente a Palavra de Deus, como fez Jesus."
Resp.: Nenhuma Igreja protestante fala a Palavra de Deus como fez Jesus! Jesus falava abertamente e com autoridade (Mt 7,29). A única Igreja que prega a Palavra de Deus abertamente e com autoridade é a Igreja Católica. No protestantismo cada qual tem autoridade individual para interpretar as Escrituras como bem entender. Com isso, cada protestante usurpa o papel que pertence somente à Igreja.

- “E jamais se submeterá aos preceitos e tradições de homens.”
Resp.: O Colégio Apostólico é responsável tanto pela Tradição oral quanto pela Tradição escrita da Igreja (2Ts 2,15). Os protestantes rejeitaram a Tradição oral e ficaram somente com uma parte da Tradição escrita, contida no Novo Testamento. Por este motivo, eles dizem que qualquer Tradição oral é preceito de homens, contradizendo, portanto, o que a Bíblia diz.
    No site GotQuestions.org, os pastores disseram que Paulo estava se referindo a uma tradição particular dele mesmo e não da Igreja (2Ts 2,15). Vejam o que os pastores escreveram:
“Estas passagens se referem às tradições que os tessalônicos tinham recebido do próprio Paulo. Paulo não está dando sua bênção em todas as tradições, mas apenas nas tradições que ele tinha passado aos tessalônicos.” http://www.gotquestions.org/Portugues/tradicao-catolica.html

Tradição de Paulo?? Que negócio é esse?? Paulo era um homem! E, não são os próprios protestantes que dizem que não devemos guardar as tradições dos homens? Por que será que agora eles estão dizendo que os tessalônicos guardavam a tradição de Paulo? Notaram o tamanho da CONTRADIÇÃO protestante?

Paulo não disse “minha tradição”, mas sim “NOSSA tradição”. Ou seja, retende as tradições ensinadas por nós (Igreja) através de nossa boca e epístola (2Ts 2,15). Que sentido teria Paulo ensinar aos cristãos uma tradição que fosse dele e não da Igreja? Paulo não tinha tradição nenhuma! Essa interpretação insolente é apenas mais uma prova clara da desonestidade desses pastores, que sempre querem ser os donos da verdade.


                                             CATÓLICOS VOLTEM PARA CASA!!!
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