segunda-feira, 1 de junho de 2015

                                                      O PAPADO NA BÍBLIA
 
    A Bíblia não faz referência ao papado. A própria igreja é um sacerdócio real (1 Pedro 2.9). Nenhum homem terá autoridade sobre a Igreja de Cristo sem que o Senhor o permita (João 19.11). Quanto a Pedro, que a Igreja Romana diz ter sido o primeiro papa, a Bíblia demonstra que Cristo é quem é a pedra da Igreja (Mateus 16.18; Atos 4.10,11; Efésios 2.20).
Fonte: Livro pregando poderosamente a palavra de Deus
Autor : Silas Malafaia
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RESPOSTA CATÓLICA: Para compreender melhor o Papado, primeiro vamos ver qual é o significado do termo “Papa” para os cristãos: Possivelmente provém do latim Papa, do grego πάππας, que quer dizer uma palavra carinhosa para pai.
Mas então, quando e como o termo “Papa” passou a ser utilizado na Igreja? Provavelmente, logo no início e, por causa da tradição dos apóstolos. Se analisarmos melhor a Bíblia, veremos que já era costume os apóstolos chamarem os primeiros crentes carinhosamente de “filhos”:
Paulo chama Timóteo de filho (1Tm 1,18) e faz o mesmo com Onésimo (Filemom 1,10) e também com Tito (Tito 1,4), e com os Gálatas (Gl 4,19), sem contar as várias vezes que João se refere aos crentes como “filhinhos”(1Jo 2,1), (1Jo 2,18), (1Jo 3,7), (1Jo 4,4), (1Jo 5,21).
    Ora, se os cristãos já eram chamados carinhosamente pelos apóstolos de filhos, é de se supor que eles também chamavam os apóstolos, carinhosamente, de pais. Sendo assim, existe aqui um forte pressuposto bíblico que nos indica que, desde o início da Igreja, os crentes já chamavam os apóstolos, carinhosamente, de “pais”, já que este costume foi mantido pelos apóstolos e todo o povo para com os “pais” da Antiga Aliança:
- A mulher samaritana chama Jacó de pai (Jo 4,12);
- Paulo chama Abraão e Issac de pai (Rm 4,12),(Rm 9,10);
- Tiago chama Abraão de pai (Tg 2, 21).
E aqui fica claro que, por causa da passagem de Mateus 23,9, a antipatia que os evangélicos tem com este antigo costume cristão de chamar os seus líderes espirituais, carinhosamente, de “pais” (padres e papas), não passa de um erro de interpretação.
    Bom. Já vimos que os termos carinhosos (padres e papas) usados pelos crentes para com os pais da fé, no início da Igreja, não é nenhum mistério bíblico. Mas então, como perceber na Bíblia a primazia de um destes “pais da fé” que deu origem ao Papado?
    Primeiramente, temos que entender alguns pontos do raciocínio daqueles que tentam negar o papado, para que depois possamos entender melhor o papado:
    Os pastores (GotQuestions) dizem que Pedro, em nenhum versículo, clama para si mesmo supremacia sobre os outros apóstolos, e também dizem que em nenhum lugar, dentre o que escreveu (I e II Pedro), Pedro chama para si qualquer papel especial, autoridade ou poder sobre a igreja.
    Vejam que o erro está no modo como o protestante contesta papado, pois ficar se exaltando como superior é falta de humildade e não foi esse o exemplo que Pedro recebeu de Jesus (Jo 13,14). Quando os apóstolos discutiam sobre qual deles seria o maior, Jesus respondeu: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”. (Mc 9,35). Pedro nunca se considerou acima dos outros, mas isso não significa que ele não tenha ocupado uma posição superior e de destaque entre os apóstolos. Portanto, não temos que ficar buscando palavras da boca de Pedro, pois são as próprias Escrituras que afirmam a sua supremacia apostólica:

PRIMAZIA DE PEDRO - Em toda comunidade ou instituição existe um líder, um superior que tem o seu nome sempre posto em evidência. Na lista dos Doze, os Evangelhos sinóticos apresentam o nome de Pedro sempre em primeiro lugar, enquanto o de Judas, fica em o último (Mt 10,2), (Mc 3,16), (Lc 6,14). Apenas uma coincidência? Certamente não! O primeiro nome da lista demonstra um privilégio de primazia, enquanto a posição do último é um sinal de desonra, reservado para aquele que foi o traidor.
    E em outras duas listas (Jo 21,2), (Atos 1,13) os Autores Sagrados também dão primazia ao nome de Pedro, reforçando ainda mais a sua supremacia entre os apóstolos.
    Em outros trechos bíblicos podemos perceber uma clara distinção entre Pedro e os outros discípulos:
- Quando as mulheres são enviadas para anunciar aos discípulos a Ressureição, o mensageiro faz uma distinção entre o nome de Pedro e os outros discípulos (Mc 16,7);
- Quando os Judeus recorreram aos apóstolos (Atos 2,37), e quando os apóstolos responderam ao sumo sacerdote (Atos 5,29), somente o nome de Pedro é posto em evidência;
- Quando Jesus pergunta: Quem é que me tocou? Somente o nome de Pedro é evidenciado dentre aqueles que responderam (Lc 8,45). No monte da Transfiguração ocorre o mesmo (Lc 9,32). E também quando Jesus era seguido (Mc 1,36);
- Somente Pedro é quem teve a Fé garantida pela intercessão do próprio Jesus: “Simão, Simão, eis que Satanás pediu permissão para peneirar-VOS.” (Lc 22,31). Reparem Jesus dizendo que Satanás pediu permissão para peneirar a todos eles e não somente a Pedro. No entanto, Jesus roga somente por Pedro: Mas eu roguei por ti (Pedro). Por que Jesus não rogou por todos, visto que todos seriam também peneirados? Certamente, Jesus rogou por todos sim, mas rogou de uma forma especial através de Pedro porque Pedro recebeu do Senhor um ministério especial; Querendo salvar a todos, Jesus roga por Pedro, querendo o bem da Igreja inteira, Jesus dá uma assistência ao líder: “Para que a tua fé não desfaleça; e tú, quando te converteres, confirma teus irmãos” (Lc 22,32). Aqui nós vemos claramente que Pedro recebeu de Jesus um papel especial e de maior responsabilidade em relação aos outros.
    E, como o primeiro responsável pela Igreja, muitas vezes, era Pedro quem tomava a palavra (Atos 1,15), (Atos 2,14), (Atos 2,38), (Atos 3,12), (Atos 4,8), (Atos 5,3), (Atos 8,20);
- Quando Jesus ressuscitou, Ele fez questão de aparecer pessoalmente, numa aparição individual a Pedro. Nós temos esta aparição atestada naquilo que é o documento mais antigo a respeito da Ressureição de Cristo, a primeira carta de Paulo aos Coríntios. Paulo diz: “Eu, transmiti para vocês aquilo que eu também recebi: que o Senhor ressuscitou, apareceu a Cefas (Pedro), e depois aos doze” (1Cor 15,5). Essa aparição privada a Pedro está presente também no Evangelho de Lucas (Lc 24,34). Com isso, Jesus, quer primeiramente confirmar a fé de Pedro, quer dá solidez, para que, como testemunha pessoal e íntima da ressureição do Senhor, ele pudesse confirmar a fé de toda a Igreja;
- No capítulo 15 de Atos dos apóstolos, naquele que foi considerado o primeiro Concílio da Igreja, Pedro se levanta no meio de todos e diz que há muito tempo Deus o elegeu dentre eles, para anunciar o Evangelho aos gentios (Atos 15,7). A primazia de Pedro já não era mais novidade, pois todos ali sabiam da assistência particular e individual que ele tinha recebido do Cristo.
    Com tantas passagens evidenciando o nome de Pedro, e a forma individual como ele foi tratado por Cristo, é preciso muita desonestidade para negar o seu papel especial e sua maior responsabilidade e autoridade na Igreja.
    Assim, podemos perceber, claramente, uma primazia e liderança que Pedro teve entre os apóstolos. E, é da natureza de um líder exercer autoridade sobre os demais. Porém, aqui é muito importante esclarecer algo que é fundamental para a compreensão bíblica do Papado:
A autoridade exercida por Pedro, assim como a autoridade exercida por um Papa, não é uma autoridade individual e absoluta sobre os outros apóstolos ou sobre a Igreja. Os pastores (GotQuestions) não entendem isso e acabam distorcendo as coisas. Com o propósito de negar o papado, eles dizem que a autoridade de Pedro era compartilhada pelos outros apóstolos (Efésios 2,19-20), e que a autoridade de “ligar e desligar” a ele atribuída era, da mesma forma, dividida entre os outros discípulos (Mt 18,18). Mas, quem foi que disse para os pastores do Got que estas citações bíblicas estão em desacordo com o papado? Vejam que a autoridade do Papa também é compartilhada com os outros apóstolos (bispos):
§884 O colégio dos Bispos exerce o poder sobre a Igreja inteira, de forma solene, no Concílio Ecumênico. (Catecismo, pág.254);
§884 Cada bispo, individualmente, é o princípio e o fundamento da unidade na sua Igreja particular. Como tal, exerce a sua autoridade pastoral sobre a porção do povo de Deus que lhe foi confiada. (Catecismo, pág.254).
    E, segundo o mesmo Catecismo, a autoridade de ligar e desligar atribuída ao Papa, também é dividida entre os bispos (apóstolos):
§881 “...Porém, o múmus de ligar e desligar, que foi dado a Pedro, consta que também foi dado aos apóstolos, unidos ao seu chefe.” (Catecismo, pág.253).

INFALIBILIDADE PAPAL - Também existe muita deturpação protestante a respeito da “Infalibilidade Papal”. Para que o protestante entenda a “Infalibilidade Papal” na Bíblia, ele deve entender como é que ela se dá na prática. Ou seja, não adianta ficar vasculhando a Bíblia atrás de versículos que comprovem a infalibilidade individual de Pedro, pois na prática, sabemos que quem é infalível é a Igreja (1Tm 3,15). O papel do Papa (Pedro) é estar à frente para confirmar a Infalibilidade da Igreja e anunciar aos cristãos os ensinamentos doutrinais que foram estabelecidos por todo o Colégio apostólico (Atos 16,4).
    Quando um Papa anuncia algo como ex cathedra, aquilo não pode mais ser objetado por ninguém, porém, devemos compreender que o que foi anunciado pelo Papa, não veio somente dele, mas sim de toda Igreja (Magistério) e cristão nenhum deve objetar os ensinamentos da Igreja (1Tm 3,15).
    Mas, infelizmente, quando se fala em “Infalibilidade Papal”, os protestantes pensam que é somente o Papa que tem o poder de receber de Deus o ensinamento infalível. Se assim fosse, não seria preciso a realização dos concílios. Sabemos que todo ensinamento infalível deve vir da Igreja (Magistério), pois foi o próprio Cristo quem quis conferir à sua Igreja, uma participação em sua própria infalibilidade (1Tm 3,15). Portanto, para se compreender a prática da “Infalibilidade Papal” na Bíblia, basta buscarmos um versículo que comprove a Infalibilidade da Igreja (Magistério):
§891 “A infalibilidade prometida à Igreja reside também no corpo dos bispos, quando exerce o seu Magistério supremo em união com o sucessor de Pedro, sobretudo num concílio ecumênico”. (Catecismo, pág. 255)

SUCESSÃO APOSTÓLICA - É somente na estrutura magisterial da Igreja que se encontra a infalibilidade de ensino. Essa estrutura chegou aos nossos dias, graças à sucessão apostólica. Mas, sabemos que o Protestantismo abomina o conceito de sucessão apostólica. Os pastores (GotQuestions) falam que nem Pedro, nem qualquer outro apóstolo, teria afirmado que sua autoridade apostólica seria passada a seus sucessores. Ou seja, para eles, a sucessão apostólica foi forjada pela Igreja Católica nos versos (2Tm 2,2; 2Tm 4,2-5), (Tito 1,5; Tito 2,1; Tito 2,15), (1Tm 5,19-22).
    Mas, se analisarmos a Bíblia mais a fundo, veremos que é impossível negar a sucessão apostólica:
1) O Pai nos enviou o Seu Filho Jesus, que desenvolveu uma doutrina de autoridade no ensino (Mt 7,29);
2) Antes de voltar para o Pai, Jesus envia e concede aos apóstolos a mesma autoridade de ensino na Igreja (Jo 20,21), (Mt 10,40);
3) E uma das promessas que Jesus fez a Pedro (Mt 16,19) e aos Apóstolos unidos a Pedro (Mt 18,18), é que tudo o que eles ligarem na Terra, Ele ligaria no céu. Portanto, o ministério de “ligar e desligar” na Igreja, pertence aos apóstolos;
4) E, para dar continuidade a reconciliação na Igreja, Jesus também concede ao Colégio Apostólico o ministério de reter e perdoar pecados (Jo 20,23);
5) Após a Ascensão de Cristo, o Colégio Apostólico passa a ocupar o primeiro lugar na Igreja (1Cor 12,28).
Reparem que o Ministério que Cristo concedeu aos primeiros Apóstolos, deve ser exercido de forma permanente na Igreja (1Cor 12,28). Ou seja, enquanto existir o Corpo de Cristo (Igreja), é necessário que exista também apóstolos para desempenhar as funções apostólicas da Igreja. Acontece que os primeiros apóstolos já morreram e os protestantes acham que eles não passaram a autoridade apostólica deles pra ninguém. Se assim fosse, nós não poderíamos mais ter aquela Igreja completa do séc.I, com apóstolos ensinando, “ligando e desligando”, perdoando e retendo pecados, etc. Será que essas atribuições apostólicas concedidas por Cristo, só foram necessárias à Igreja do primeiro século? Obviamente, Não! Por isso, Jesus concedeu aos apóstolos, não somente aos primeiros, mas também aos que viriam depois, usufruir do primeiro lugar na hierarquia da Igreja (1Cor 12,28).
    Portanto, não é necessário que haja um versículo dizendo que Pedro ou qualquer outro apóstolo tenha afirmado explicitamente que a sua autoridade apostólica seria passada aos seus sucessores, pois isso é óbvio! A única maneira de se manter outras pessoas exercendo as funções apostólicas na Igreja é através da sucessão apostólica. Por isso, a Bíblia nos mostra apóstolos morrendo e novos apóstolos sendo ordenados. Devido à morte do primeiro apóstolo, Pedro (líder) toma a iniciativa para se eleger outro apóstolo (Atos 1,15-26). E assim por diante. A Bíblia relata ainda a morte de mais um apóstolo (Atos 12,2) e o acréscimo de mais dois apóstolos na Igreja (Atos 14,14).
    É claro que com o aumento de cristãos, a Igreja passou a precisar de um número cada vez maior de apóstolos. Portanto, por mais claro que fique a sucessão apostólica na Bíblia, sabemos que ela sempre vai ser uma “pedra no sapato” dos protestantes, e por motivos óbvios: Eles romperam com a Igreja Apostólica.

BISPO DE ROMA - Outro ponto em que os protestantes contestam o Papado sem nenhum fundamento lógico, é a questão a respeito do título papal “Bispo de Roma”. Os pastores (GotQuestions) dizem que nem ao menos uma vez sequer, as Escrituras ensinam que o Bispo de Roma deveria ter supremacia sobre a Igreja, e que as Escrituras nem ao menos explicitamente registram que Pedro sequer tenha estando em Roma.
    Mas, ao verificar o motivo pelo qual o “Bispo de Roma” passou a ser um título do Papa, veremos que são cometidos muitos equívocos protestantes:
A origem do “Bispo de Roma” como superior da Igreja, vem do fato de que em Roma foi sepultado o corpo de Pedro, o primeiro líder da Igreja. Com isso, os apóstolos que sucederam Pedro passaram a serem bispos na cidade onde ele foi sepultado. Convém lembrar que na Igreja Católica, todo bispo é um apóstolo, ou seja, o título papal “Bispo de Roma” é recebido somente pelo apóstolo que ocupa o lugar do líder.
Portanto, não importa se Pedro foi ou não bispo de Roma, pois os seus sucessores não são necessariamente sucessores do bispo de Roma, mas sim sucessores do líder da Igreja. O que nos importa é que Pedro foi líder da Igreja e o seu corpo foi sepultado em Roma. Sendo assim, é lógico que não iremos encontrar nenhuma instrução bíblica dizendo que o Bispo de Roma deveria ter supremacia sobre a Igreja, pois as Escrituras, quando foram escritas, não havia narrado Pedro como bispo de Roma, e nem a morte ou o local do seu sepultamento.
É bom esclarecer coisas desse tipo, pois a tática enganosa dos protestantes consiste em perguntar ao católico, onde está escrito na Bíblia, alguma coisa que não está escrito na Bíblia.
    E também, não podemos usar precipitadamente a Bíblia para provar que Pedro nunca esteve em Roma, já que Jesus disse aos apóstolos: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,15). E, como Pedro era o único apóstolo preparado para pregar o evangelho tanto aos judeus (Gl 2,7), como aos gentios (Atos 15,7), é bem provável que ele também tenha ido a Roma para expandir o cristianismo.
    Não há nenhum versículo dizendo que Pedro nunca esteve em Roma, portanto, biblicamente, é mais provável que ele tenha estado lá.

REPREENSÃO AO PAPA - Os protestantes também costumam usar muito aquela passagem de Gálatas, cap.2, vers.11 para dizer que Pedro era repreensível, e que, portanto, ele não poderia ter sido papa. Este argumento não tem fundamento, pois o Papa só é irrepreensível quando está ensinando algo que foi estabelecido pelo Magistério da Igreja.
Na ocasião em que Pedro foi repreendido, ele não estava ensinando nenhuma doutrina ao povo, pelo contrário, ele estava querendo ocultar do povo o seu mau comportamento, que era de fingimento, como de pessoa de “duas caras”.
Paulo repreende a Pedro dizendo: “Nós somos Judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios” (Gl 2,15), e mais adiante: “Se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é porventura Cristo ministro do pecado?” (Gl 2,17). Ou seja, Paulo deixa claro que a dura repreensão a Pedro foi pelo fato dele estar cometendo pecado. E um papa também está sujeito ao pecado.

CELIBATO SACERDOTAL - É importante frisar também o fato de Pedro ter sido casado, pois os protestantes também usam muito este assunto para negar que Pedro foi papa. Mas, os protestantes ignoram que Pedro já era casado antes de conhecer Jesus, e também, obviamente, antes de se tornar papa. No entanto, Pedro diz ter deixado tudo pelo seu ministério (Mc 10,28). Em resposta a Pedro, Jesus cita uma relação de renúncias que contém até esposa e filhos (Mc 10,29), depois, a esposa é excluída da lista de recompensas (Mc 10,30), dando nisto a entender que Pedro abriu mão até do seu direito de levar consigo uma esposa (1Cor 9,5), e tenha vivido o celibato no exercício do seu ministério.
    Ora, se Pedro deixou tudo para exercer o seu ministério, presumamos que se ele tivesse conhecido Jesus antes de se casar, após se tornar papa, ele não teria mais se casado.
Assim como São Pedro, também houve na história da Igreja, vários sacerdotes casados, que deixaram esposa e filhos a fim de se tornarem papa. Mas, a maioria dos protestantes ignora que aos bispos e padres não era proibido o matrimônio durante os primeiros dez séculos. Somente no ano de 1215, com o Concílio de Latrão IV, é que foi reiterada a proibição da ordenação de homens casados.
O celibato sacerdotal não era uma obrigação no início da Igreja, porém, com o aumento de fiéis e a necessidade de uma vida pastoral intensa do sacerdote, a Igreja (Magistério) resolveu estabelecer o celibato aos sacerdotes através do seu ministério de “ligar e desligar”. Ou seja, o celibato não é um Dogma de fé, mas sim um dom pastoral que pode ser discutido pelo Magistério da Igreja. Portanto, dizer que Pedro nunca foi papa por ter sido um homem casado é um argumento que não tem nenhum fundamento sólido.

A PEDRA - E, finalmente, tem também a velha questão sobre quem seria a “pedra” referida por Jesus em Mateus, cap.16, vers.18. Os protestantes insistem em dizer que essa “pedra” seria o próprio Jesus. Mas, isso não faz sentido! Pois, se a pedra fosse o próprio Jesus, que sentido teria a declaração feita a Pedro?
Jesus declarou: “Pois também eu te digo que tú és Pedro,...” Repare que Pedro não havia interrogado a Jesus dizendo: E tú, quem dizeis que eu sou? E mesmo assim, Jesus lhe fez uma declaração, como se Pedro lhe tivesse perguntado isso. Quem fez tal pergunta foi somente Jesus (Mt 16,15), e em resposta a ela, Pedro fez uma declaração: “Tú és o Cristo, o Filho de Deus vivo.” Se após essa declaração de Pedro, Jesus apenas respondesse: “Pois, também eu te digo que sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja...” Aí sim! A Pedra seria de fato o próprio Jesus. Mas, acontece que a declaração que Pedro fez a Jesus, foi retribuída com outra declaração de Jesus a Pedro, para que ninguém tivesse dúvida de que a “pedra” sobre a qual Ele edificaria a Sua Igreja seria o Apóstolo Pedro; O mesmo Apóstolo e líder que depois recebera do Cristo Ressuscitado, o Ministério papal de apascentar toda Igreja (João 21, 15-17).
    É importante salientar que Jesus também é Pedra, mas Jesus é a Pedra Invisível e Espiritual (1Cor 10,4), eleita e preciosa (1Pd 2,6), infinitamente superior a Pedro, que é apenas a pedra visível da Igreja. Os protestantes costumam fazer uma confusão intencional, não diferenciando a pedra que foi Pedro da Pedra que é Jesus.

CONCLUSÃO - E, pra finalizar, deixo claro que o Papa não é o dono da Igreja, mas sim um servo dela. Ele está obrigado a ensinar o que a Igreja sempre ensinou. Com isso, a autoridade de um Papa não está acima da Igreja como pensam os protestantes. O Papa é um servo de Deus, que recebeu uma assistência especial de Nosso Senhor Jesus Cristo para atestar, em comunhão com todos os apóstolos, onde está a Verdade. Isso significa que o Papa não pode decretar algo que não está em sintonia nem com a Igreja e nem com a Tradição; Ele não pode contradizer explícita e diretamente aquilo que seus predecessores decretaram. Não tem poderes divinos, é simplesmente um servo com a missão de guardar o depósito da fé. O poder de atestar onde se encontra a verdade foi dado por Jesus Cristo ao Magistério infalível da Igreja (1Tm 3,15) e não a qualquer pessoa, como crê o protestante. O serviço que o Papa desempenha está vinculado a Deus; Ele só pode declarar aquilo que está contido no depósito da fé; e não pode jamais contradizer - sob pena de cair todo o edifício da Igreja - aquilo que os seus predecessores declararam.
    Portanto, é a Igreja de Cristo que está muito acima da autoridade de um Papa. A lente distorcida dos pastores protestantes retrata um Papa irreal e imaginário. Os títulos papais são sempre mal interpretados e usados para distorcer a real imagem de um verdadeiro Papa. E quando se encontra um título que não serve, eles o ignoram.
    Servo dos Servos de Deus (Servus Servorum Dei) é um dos títulos oficiais do Papa e é utilizado desde o século VI. Nemhum pastor protestante jamais teve a coragem de usar esse título para descrever um Papa. E o motivo é óbvio: o Papa é rebaixado e humilhado. Esses astutos pastores sabem que o título “Servo dos servos de Deus” coloca o Papa como o último diante dos homens e o primeiro diante de Deus (Mc 9,35). Por isso, eles sempre esconderam esse título dos evangélicos.
    Quando um católico se ajoelha diante de um Papa, faz-se o maior barulho no meio protestante. Mas, quando um Papa se ajoelha e lava os pés de um fiel, nenhum protestante tem a coragem de abrir a boca. Eu nunca vi um católico beijar os pés de um Papa, mas, já vi um Papa (Francisco) lavar e beijar os pés de um católico (Cartaz da CF 2015). Pois, foi esse o exemplo que Cristo nos deu; Um gesto de humildade e obediência a Cristo, que sempre foi mantido na Igreja dAquele que O ensinou. Também, um gesto mal visto e desprezado por aqueles que abandonaram a Igreja do Senhor, achando que tal gesto significa uma adoração.


                                                     CATÓLICOS VOLTEM PARA CASA!!!
                                              https://www.youtube.com/watch?v=n1wKM4gt7g4

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