4.2 - A mãe de Deus
Esta doutrina não tem respaldo bíblico (Mateus 12.46-50).
Fonte: Livro pregando poderosamente a palavra de Deus
Autor : Silas Malafaia
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RESPOSTA CATÓLICA: O pr. Silas usou a passagem de Mateus 12,46-50 de forma totalmente equivocada.
Quando alguém perguntou a Jesus: “Tua mãe está lá fora querendo falar-te”, percebemos que esse alguém se referiu à mãe biológica de Jesus. No entanto, quando Jesus respondeu: “Eis aqui minha mãe e meus irmãos”, Ele não estava querendo negar que Maria era Sua mãe, pois a Bíblia deixa claro em vários versículos que Maria é certamente a Sua mãe (Mt 1,18), (Mt 2,11), (Mt 13,55), (Mc 6,3), (Lc 1,43), (Lc 2,34), (Jo 19,25), (Atos 1,14).
Portanto, Maria é a única mulher da Criação que deu à luz a uma pessoa que é Deus e homem ao mesmo tempo. Para os protestantes, isso é apenas um detalhe, mas, segundo as Escrituras, o papel exercido por Maria a faz participar da glória de Deus mais do qualquer outra criatura:
- Jesus exaltou o nome de João Batista: “Entre os que de mulher tem nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista” (Mt 11,11). No entanto, João Batista reconheceu a sua pequenez diante do nome de Jesus: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30);
- Jesus não exaltou o nome de Maria, mas deixou que ela mesma o fizesse: “Todas as gerações me chamarão BEM-AVENTURADA” (Lc 1,48). Para os protestantes, isso é apenas um detalhe, mas, segundo as Escrituras é uma profecia que coloca o nome de Maria acima do nome daquele (João Batista) que foi o maior entre os nascidos de mulher. Portanto, abaixo de Cristo, o nome de Maria deve ser venerado e exaltado (nunca adorado) acima de todos os homens e mulheres, e por todas as gerações.
Os pastores (GotQuestions) confundem a exaltação devida ao nome de Maria como uma adoração:
- Eles dizem que não há qualquer instrução na Bíblia para que reverenciemos aqueles que já foram para o Céu. Mas, esqueceram que Maria disse: “TODAS AS GERAÇÕES!”;
- Eles dizem que não devemos reverenciar ou venerar os santos, pois isto seria o mesmo que adorar. Mas, se esqueceram de ler na Bíblia que o povo judeu também reverenciava e venerava seus líderes (Atos 5,34). E, a própria Bíblia nos manda VENERAR o Matrimônio (Hb 13,4); Ou seria correto dizer: ADORAR o Matrimônio??
- Eles dizem que direcionar as nossas orações a qualquer um que não seja Deus é roubar de Deus a glória que é somente Sua. Mas, esqueceram que a mesma Glória que Deus deu a Seu Filho, foi dada também aos santos (Jo 17,22). Portanto, os santos não roubam a Glória de Deus, mas apenas a reflete como um espelho (2Cor 3,18);
- Essa posição dos pastores (GotQuestions) de destituir os santos da glória de Deus é uma posição antibíblica e é usada somente para se opôr à Fé Católica. É por isso que eles dizem que qualquer ato católico (rezar passando os dedos nas contas do rosário, acender velas perante uma imagem, etc.) é uma idolatria. Eles ficam profundamente irritados com a Glória que foi dada aos santos (2Tes 2,14).
O fato é que Jesus deu a Sua Glória aos santos porque os santos também são membros do Seu Corpo. E não é em sentido simbólico, mas sim em sentido real e concreto (Ef 5,30). E se os santos participam da Glória de Deus por serem membros de Cristo, o que dizer então de Maria que foi aquela que gerou em seu ventre o Salvador? É por isso que ela tem o direito de ter o seu nome exaltado, honrado e glorificado até o fim do mundo (Lc 1,48). E isto não é uma idolatria e nem roubo da Glória de Deus, pois foi o próprio Deus que fez a ela grandes coisas (Lc 1,49), e a tornou mãe de Deus (Seu Filho).
A respeito do Cristo, os evangélicos sempre fazem uma distinção entre o Jesus humano e o Jesus Divino, mas as consequências heréticas causadas por essa distinção são sempre deixadas de lado. Por exemplo: Para nós, católicos, Jesus é uma só pessoa, um Deus que se tornou homem. Por isso, Ele é inteiramente adorado. Já para os evangélicos, existe o Jesus Divino, mas também o Jesus humano, o qual era filho de Maria. Deste modo, ao adorarem inteiramente a Jesus, os evangélicos estão cometendo idolatria, pois eles estão adorando também o Filho de Maria, que segundo eles, é o Jesus humano.
A Bíblia diz que o Filho de Maria deve ser adorado: "E, (os reis magos) entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram" (Mt 2,11). Se a Bíblia diz que o Filho de Maria é adorado, sem contradição alguma, ela é verdadeiramente a Mãe de Deus! Jesus deve ser adorado por inteiro, não se pode adorá-Lo em parte. Portanto, fazer distinção entre um Jesus humano e um Jesus Divino é uma grave heresia protestante.
Se fizermos a seguinte pergunta: Maria é a mãe do Verbo encarnado ou somente a mãe da Carne? Certamente, qualquer protestante responderia que Maria é a mãe somente da Carne. Mas, e se perguntarmos: O que é a Carne? Obviamente, a Carne é o Verbo materializado. Ou seja, a Carne é o próprio Verbo. Portanto, sem contradição alguma, Maria é a mãe do Verbo (Deus), pois o Verbo se fez Carne.
Acreditar que Maria é a mãe somente da Carne é o mesmo que negar o Verbo encarnado e contradizer a promessa de que Deus veio em carne e habitou entre nós.
Negar que Maria é a mãe de Deus, é o mesmo que negar que Jesus (Deus) veio em carne, e este é o espírito do anticristo (1Jo 4,3).
Segundo a Bíblia, Maria é a mãe de Jesus, Jesus não é duas pessoas, Ele é o Homem-Deus, e não "parte Deus e parte homem", tanto seu corpo como sua alma é divino. Dizer que Maria é mãe apenas da humanidade de Jesus é negar a união total entre a divindade e humanidade de Jesus. Ou ela é mãe d'Ele ou não é! Se a Bíblia diz que ela é a mãe do Senhor, então ela é a mãe de Deus.
Evidentemente a maternidade de Maria não é da mesma forma que a paternidade de Deus Pai, pois a paternidade do Pai se refere à consubstancialidade da natureza divina do Filho em relação ao Pai. A maternidade de Maria se deve à geração de Jesus em seu seio pelo Espírito Santo, dando a ela o privilégio de ser a mãe do Deus Encarnado. Os evangélicos não compreendem isso, e ficam acusando os católicos de colocarem Maria como deusa, ou pensando que Maria veio antes de Deus. A Igreja Católica nunca definiu Maria como deusa e nunca afirmou que Maria seja eterna. Ela é uma criatura humana, uma serva de Deus que teve a graça de carregar no seu útero o Verbo Encarnado. O fato de Maria carregar a Deus no seu útero não a torna divina, mas certamente a torna a Mãe de Deus!
Vale lembrar que essa heresia protestante não é de hoje:
Nestorianismo (Séc. V) - Essa heresia foi iniciada por Nestorius, bispo de Constantinopla que negava a Maria o título de Theotokos (mãe de Deus).
Nestorius alegava que Maria deu origem apenas à pessoa humana de Cristo em seu útero e chegou a propor como alternativa o título Christotokos (Mãe de Cristo). A Igreja imediatamente reconheceu que a teoria de Nestorius dividia Cristo em duas pessoas distintas (uma humana e outra divina, unidos por uma espécie de “elo perdido”), sendo que apenas uma estava no útero de Maria. E no ano 431 com o Concílio de Éfeso, a Igreja definiu que Maria realmente é a Mãe de Deus, não no sentido de que ela seja anterior a Deus, ou seja, a fonte de Deus, mas no sentido de que a Pessoa que ela carregou em seu útero era de fato o Deus Encarnado.
Os protestantes de hoje insistem em dizer que Nestorius estava certo e que a Igreja havia errado. Mas, não há nenhum versículo bíblico citando Nestorius como a coluna e firmeza da Verdade. Portanto, cada vez que um protestante diz que a Igreja errou, ele está pisando e cuspindo na própria Bíblia (1Tm 3,15).
A heresia que nega Maria como a mãe de Deus, é, no protestantismo, apenas uma maneira a mais de menosprezar a Encarnação do Verbo. Isto ocorre porque a base gnóstica do protestantismo (e também, de certa maneira, do nestorianismo) recusa-se a admitir que Nosso Senhor tenha realmente assumido a nossa natureza com mãe e tudo.
“LOUVADO SEJA O NOSSO ÚNICO SENHOR DEUS E SALVADOR JESUS CRISTO E BEM-AVENTURADA SEJA SUA MÃE MARIA SANTÍSSIMA, ENTRE TODAS AS GERAÇÕES, PELOS SÉCULOS SEM FIM.”(Lucas 1,48)
AMÉM! ALELUIA!
CATÓLICOS VOLTEM PARA CASA!!!
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